
Um ensaio fotográfico com animais resgatados das enchentes no Rio Grande do Sul tem chamado atenção em Pelotas. A iniciativa partiu da fotógrafa Rafaela Siqueira, que viu a necessidade de encontrar lares para os animais diante da superlotação dos abrigos.
O abrigo local atingiu a capacidade máxima de 70 animais, tornando difícil a chegada de novos bichos ou encontrar lugares disponíveis em outras unidades. Muitos dos animais resgatados estavam em áreas de risco, mas nem todos haviam sido afetados pelas inundações. Alguns eram animais de rua, enquanto outros foram levados pelos donos por falta de espaço nos abrigos.
A ação dos voluntários envolveu coletar dados dos animais, procurar tutores e fotografar aqueles que estavam sem família. As fotos foram improvisadas no próprio abrigo, com um pano e iluminação adequados.
A iniciativa teve um grande impacto nas redes sociais, gerando compartilhamentos e resultando na adoção de alguns animais. O governo estadual informa que mais de 12 mil animais foram resgatados desde o início da tragédia, porém a quantidade real pode ser ainda maior.
Além dos abrigos lotados, os pets têm suas fotos divulgadas em perfis nas redes sociais para facilitar a identificação pelos tutores. Alguns animais também estão sendo levados para outras cidades, como São Paulo, em busca de novos lares.
A Ampara Animal lançou um site específico para a adoção dos animais resgatados no Rio Grande do Sul, com a intenção de expandir para todo o país. O portal adoters.org.br permite tanto o cadastro de animais resgatados quanto o direcionamento para a busca de tutores perdidos.
Essa iniciativa visa estimular a adoção responsável e garantir um lar para os animais resgatados. A solidariedade e a união de esforços são essenciais nesse momento de superação das enchentes no Rio Grande do Sul.
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