Aumento de 646%: Distrito Federal registra mais de 17 mil casos de dengue nas três primeiras semanas de 2024

De acordo com o boletim epidemiológico, Ceilândia desponta como a região administrativa com maior incidência de dengue, totalizando 3.963 casos, seguida por Sol Nascente / Pôr do Sol com 1.110, Brazlândia com 1.045 e Samambaia com 997 casos. Além disso, três óbitos provocados pela doença já foram confirmados neste ano.
Com relação ao perfil dos casos prováveis por sexo e faixa etária, observa-se uma maior incidência no sexo feminino, com 527,7 casos por 100 mil habitantes. Quanto à faixa etária, a maior incidência de casos prováveis de dengue está entre as pessoas de 70 a 79 anos, com uma incidência de 605,1 casos por 100 mil habitantes, seguida pelos grupos de 20 a 29 anos e de 80 anos ou mais, com 589,3 e 575,4 casos por 100 mil habitantes, respectivamente.
A Secretaria de Saúde ressaltou que a susceptibilidade ao vírus da dengue é universal, alertando para fatores de risco individuais que podem determinar a gravidade da doença. Crianças mais novas e indivíduos acima de 65 anos são considerados grupos de maior risco devido a diferentes fatores, tornando-os mais vulneráveis às complicações decorrentes da dengue.
Em relação à prevenção, o Ministério da Saúde anunciou que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. Essas cidades compreendem 37 regiões de saúde consideradas endêmicas para a doença e atendem a critérios como alta transmissão de dengue e predominância do sorotipo DENV-2. A vacinação irá contemplar crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra um grande número de hospitalizações por dengue.
Diante do aumento expressivo de casos e das medidas de prevenção adotadas, é fundamental que a população esteja atenta e busque informação sobre os cuidados necessários para evitar a propagação da dengue. A conscientização e a adoção de práticas preventivas são essenciais para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti e, consequentemente, reduzir os casos da doença.