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Pequena Indústria Brasileira Registra o Pior Desempenho Desde o Início da Pandemia, Revela CNI

Pequena Indústria Brasileira Registra o Pior Desempenho Desde o Início da Pandemia, Revela CNI

13 de maio de 2026

Autores:

Paloma Custódio


Data de publicação: 13 de Maio de 2026, 17:41h, Atualizado em: 13 de Maio de 2026, 19:46h

Desempenho da Pequena Indústria Brasileira Atinge Níveis Preocupantes

O desempenho da pequena indústria brasileira registrou seu ponto mais baixo desde o início da pandemia de Covid-19. De acordo com o "Panorama da Pequena Indústria", relatório divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que avalia a performance desse segmento caiu 1 ponto em relação ao primeiro trimestre de 2025, estabelecendo-se em 43,7 pontos — o menor nível desde o segundo trimestre de 2020, quando chegou a 34,1 pontos.

Para a elaboração deste índice, a CNI considera três variáveis principais: volume de produção, utilização da capacidade instalada e evolução do número de empregados. Esses indicadores, segundo a analista de Políticas e Indústria da CNI, Julia Dias, apresentaram queda no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o último trimestre de 2025.

Situação Financeira em Declínio

A pesquisa também aponta uma deterioração na situação financeira das pequenas indústrias, com um recuo de 2,5 pontos, totalizando 39 pontos — um resultado alarmante, o pior em cinco anos. Julia Dias destaca que essa realidade é impulsionada pelos altos juros e pelo aumento contínuo dos preços dos insumos.

"Pequenas indústrias enfrentam um desafio adicional no acesso a crédito, pois são percebidas como de maior risco e submetidas a taxas mais altas. Além disso, neste início de 2026, o aumento nos preços de insumos e matérias-primas pressionou severamente as margens de lucro dessas empresas", explica.

A pesquisa revelou que, entre as pequenas indústrias de transformação, a falta ou o alto custo da matéria-prima saltou da sexta para a segunda posição entre os principais problemas enfrentados, apenas atrás da elevada carga tributária, que continua dominando o ranking tanto na indústria de transformação quanto na construção civil.

Julia Dias também relaciona essa preocupação com as tensões no Oriente Médio, que impactam diretamente os preços de insumos essenciais como petróleo e seus derivados.

Principais Desafios das Pequenas Indústrias no 1º Trimestre de 2026

Indústria de Transformação

  1. Elevada carga tributária: 39,6%
  2. Falta ou alto custo da matéria-prima: 34,1%
  3. Falta ou alto custo de trabalhador qualificado: 26,5%

Construção

  1. Elevada carga tributária: 42,2%
  2. Taxa de juros elevadas: 37,1%
  3. Falta ou alto custo da mão de obra não qualificada: 31%

Desconfiança Geral

Outro dado preocupante é a queda no Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) das pequenas empresas, que atingiu 44,6 pontos, o menor nível desde junho de 2020. "A falta de confiança é significativa e persistente, com o índice permanecendo abaixo da linha de 50 pontos por 17 meses consecutivos", enfatiza Dias.

O índice de perspectivas para o setor também se mostrou moderado, estabelecendo-se em 47,4 pontos, refletindo expectativas cautelosas para os próximos seis meses. Este indicador engloba aspectos como intenção de investimento, expectativa de demanda e evolução do número de empregados.

Para uma análise mais detalhada, acesse o relatório completo disponível no site da CNI.



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