Agência BrasilDestaque

OMS solicita fabricantes de vacinas contra a mpox para submeterem pedidos de análise de uso emergencial para agilizar disponibilidade

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um comunicado oficial solicitando que os fabricantes de vacinas contra a mpox iniciem o processo de submissão para a análise de uso emergencial das doses. Essa medida foi tomada com o intuito de agilizar a disponibilidade de vacinas não licenciadas, mas consideradas essenciais em situações de emergência em saúde pública.

De acordo com a OMS, a concessão de autorização para uso emergencial permitirá um acesso mais rápido às vacinas, especialmente em países de baixa renda que ainda não obtiveram sua própria aprovação regulamentar. Esta ação também viabiliza que parceiros como a Aliança para Vacinas (Gavi) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) adquiram as doses para distribuição.

Atualmente, existem duas vacinas em uso contra a mpox, ambas recomendadas pelo Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização da OMS (Sage). O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, convocou um comitê de emergência para avaliar a situação do surto da doença na África e o risco de disseminação internacional do vírus, especialmente considerando a notificação de casos fora da República Democrática do Congo, onde a infecção está em ascensão há mais de dois anos.

A mpox é uma doença viral zoonótica que pode ser transmitida para os seres humanos pelo contato com animais silvestres infectados, pessoas doentes e materiais contaminados. Seus sintomas incluem erupções cutâneas, febre, dores no corpo, entre outros. O tratamento é focado em controlar os sintomas e evitar complicações, sendo que a doença pode ser fatal se não for tratada adequadamente.

Embora a OMS tenha declarado que a mpox não configura mais uma emergência em saúde pública de importância internacional, a organização alerta para a necessidade contínua de resposta robusta e sustentável para lidar com os desafios que a doença apresenta. Portanto, o trabalho de combate à mpox deve ser mantido e a capacidade de resposta dos países deve ser continuamente avaliada e fortalecida, especialmente diante dos riscos de transmissão durante viagens e para populações vulneráveis, como pessoas com HIV.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo