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Rendimento do Trabalhador no Distrito Federal e 15 Estados Atinge Níveis Históricos

Rendimento do Trabalhador no Distrito Federal e 15 Estados Atinge Níveis Históricos

14 de maio de 2026

Autores:

Bruno de Freitas Moura - Reporter da Agencia Brasil


O Mercado de Trabalho no Primeiro Trimestre de 2023: Um Recorde de Rendimento

O primeiro trimestre de 2023 marca um momento histórico para o trabalho no Brasil. O Distrito Federal e 15 estados atingiram um recorde no rendimento médio mensal dos trabalhadores, alinhando-se à média nacional, que alcançou R$ 3.722 — o maior valor registrado desde o início da série histórica, em 2012.

Os dados são oriundos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14). A pesquisa investiga o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos a partir de 14 anos, abrangendo diversas formas de ocupação, incluindo empregos com e sem carteira assinada, contratos temporários e autônomos.

No Distrito Federal, o rendimento médio foi de R$ 6.720, um valor 81% superior à média nacional. Este número se destaca ainda mais ao ser exatamente três vezes maior que o do Maranhão, que, apesar de ter registrado seu próprio recorde de R$ 2.240, ainda apresenta o menor rendimento do país.

A elevada renda do DF pode ser atribuída ao expressivo número de funcionários públicos na região, frequentemente remunerados acima da média do setor privado.

Unidades da Federação com Recordes de Rendimento

As 16 unidades da federação que se destacaram pelo alto rendimento são:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

Além disso, três das cinco regiões do Brasil também estabeleceram recordes de rendimento médio mensal no mesmo período:

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849

Desemprego no Brasil

A taxa de desocupação, acreditada como a principal métrica do desemprego, ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2023, o menor patamar já registrado para esse período. Segundo o IBGE, apenas são classificadas como desocupadas as pessoas que efetivamente buscaram uma vaga de emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa, que contemplou 211 mil domicílios em todo o país.

A pesquisa indica que 12 estados apresentam taxas de desemprego abaixo da média nacional, com Santa Catarina se destacando como o único estado com taxa inferior a 3%.

Taxas de Desemprego por Unidades da Federação

As taxas de desocupação no primeiro trimestre foram as seguintes:

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%

Esses dados revelam um cenário de otimismo, mas também de desafios a serem enfrentados nas disparidades regionais do Brasil.



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