13/05/2026 – 20:06
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Chinaglia criticou o apoio financeiro do Banco Master ao longa sobre Jair Bolsonaro
O recente pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro trouxe à tona intensos debates na sessão plenária desta quarta-feira (13).
Parlamentares de diferentes siglas insistiram na necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar as atividades do Banco Master e as relações de Vorcaro com agentes públicos. O próprio Flávio Bolsonaro endossou a implantação da CPI.
Enquanto líderes e deputados da base governista reprovaram a iniciativa de Flávio, o líder da oposição saiu em sua defesa. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Flávio confirmou o pedido de apoio financeiro a Vorcaro, mas negou qualquer irregularidade.
Atualmente, Vorcaro enfrenta prisão e investigações por fraudes financeiras que somam bilhões. Reportagens indicam que, entre fevereiro e maio de 2025, pelo menos R$ 61 milhões teriam sido transferidos a pedido de Flávio, que se comunicou diretamente com Vorcaro, conforme evidenciado em mensagens e áudios de setembro de 2025.
O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder da maioria, ressaltou que o áudio de Flávio Bolsonaro foi enviado apenas dois dias antes da prisão de Vorcaro pela Polícia Federal. “O que um homem decente, um pré-candidato à República, faria? Deveria ter devolvido o dinheiro, declarando: ‘Eu não sabia; portanto, não aceito’. Amaz, não fez isso. Aceitou o dinheiro”, criticou Chinaglia.
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Cabo Gilberto Silva defende a inocência do senador em relação ao pedido
Por outro lado, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, argumentou que não há nenhuma ilegalidade no pedido de Flávio. “Quem tiver culpa no cartório que pague. Até o momento, não existe nada de ilegal”, afirmou. Gilberto Silva, embora defenda o esclarecimento dos fatos, dissociou a solicitação de qualquer imoralidade.
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Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra
