Lula Enfrenta Trump e Responde a “Ciúmes” da União Europeia sobre Acordo com Mercosul
No último dia 23 de abril de 2026, durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às tensões internacionais relacionadas à guerra no Irã, reafirmando o compromisso do Brasil como um agente de paz. "Enquanto Trump quer fazer guerra, nós queremos ensinar o povo africano a fazer paz produzindo alimentos", destacou Lula, sublinhando a importância de uma abordagem pacífica e construtiva nas relações internacionais.
O Presidente também abordou a herança da escravidão e defendeu uma maior atuação do Brasil no continente africano. "São 350 anos de escravidão; não podemos pagar isso em dinheiro. Podemos pagar isso transferindo conhecimento", afirmou, propondo uma integração educacional e agrícola com países africanos por meio de convênios com universidades brasileiras.
Em suas declarações sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Lula enfatizou que as preocupações levantadas por membros europeus se baseiam em ciúmes e desconhecimento. "Esse é um recurso de gente ciumenta que não conhece a qualidade do Brasil. Não queremos destruir os produtos deles, mas sim criar uma política de complementaridade", afirmou, referindo-se a um processo judicial que tramita no Parlamento Europeu.
Durante a feira, Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, anunciou planos de expansão da empresa para mercados na América Central e Ásia, após a inauguração de um escritório em Gana. Massruhá enfatizou a relevância da produção alimentar como questão central para a segurança global: "Segurança alimentar é questão de paz mundial".
A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiavelli, também esteve presente e ressaltou a diversidade da produção rural brasileira, que inclui contribuições de pequenos produtores e comunidades tradicionais. O evento celebrou os 53 anos da Embrapa, que reportou um lucro social de R$ 124,76 bilhões e a criação de 132 mil novos empregos em 2025.
As declarações de Lula e os anúncios feitos no evento indicam uma estratégia clara do Brasil de atuar como um líder alternativo em um cenário global marcado por conflitos. Ao invés de seguir a lógica bélica de algumas potências, Lula reafirma o desejo de promover cooperação e desenvolvimento sustentável, especialmente com nações historicamente marginalizadas.
