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PGR diz que parte das acusações contra Renan Calheiros no caso de pensão prescreveu

PGR diz que parte das acusações contra Renan Calheiros no caso de pensão prescreveu

12 de abril de 2016

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O parlamentar também foi acusado do crime de peculato por supostamente ter recebido propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso.(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O parlamentar também foi acusado do crime de peculato por supostamente ter recebido propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso.(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A Procuradoria Geral da República (PGR) enviou documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual aponta prescrição em parte dos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso atribuídos ao presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), na denúncia apresentada contra ele no caso Mônica Veloso.

A denúncia foi oferecida pela PGR em janeiro de 2013, e três anos depois ainda não foi julgada. O parlamentar também foi acusado do crime de peculato por supostamente ter recebido propina da construtora Mendes Júnior para pagamento de despesas de uma filha com a jornalista Mônica Veloso.

A prescrição ocorre quando não se pode mais haver punição em razão dos tempo decorrido das suspeitas. O Supremo, no entanto, precisa decidir se houve ou não a prescrição.

Defesa pede esclarecimentos
Em outro documento enviado ao Supremo na segunda (11), a defesa de Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre em quais suspeitas envolvendo documento particulares houve prescrição. “Como a extinção da punibilidade há de recair sobre fatos certos, impõe-se sejam esclarecidos quais seriam tais documentos”, diz a defesa.

Os advogados dizem buscar ainda distinguir quais são os documentos públicos e quais os privados do processo para se compreender as acusações contra o cliente.

Em fevereiro deste ano, o inquérito chegou a entrar na pauta de julgamentos do plenário do Supremo, para o tribunal decidir se abriria ou não ação penal contra o senador, mas foi retirado de pauta pelo relator, o ministro Luiz Edson Fachin, por conta de “diligências” pendentes, ou seja, verificação de provas.

Conforme a denúncia da Procuradoria, Renan Calheiros forjou documentos para justificar o dinheiro que recebeu da construtora e enriqueceu ilicitamente. O episódio envolvendo Mônica Veloso, desvendado em 2007, levou Renan à renúncia do cargo de presidente do Senado.

Renan Calheiros também é alvo de nove inquéritos na Operação Lava Jato, sob suspeita de ter recebido dinheiro desviado da Petrobras. Ele nega irregularidades.

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