Número de médicos no Brasil quase dobra em 14 anos, aponta levantamento do Conselho Federal de Medicina em Brasília.

O estudo Demografia Médica no Brasil, divulgado em Brasília, mostra que nenhum estado teve uma diminuição na quantidade de médicos nesse período. No entanto, ao analisar a razão de médicos por mil habitantes, é possível perceber as disparidades socioeconômicas e de infraestrutura de saúde entre as diferentes regiões do país.
Estados economicamente mais desenvolvidos, como o Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, apresentam uma quantidade significativa de médicos a cada mil habitantes. Por outro lado, estados como Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão enfrentam escassez de profissionais de saúde, especialmente nas áreas rurais.
Mesmo com o aumento no número de médicos em estados como Amazonas, Amapá, Pará e Maranhão, ainda há uma desigualdade na distribuição desses profissionais devido à falta de políticas públicas que incentivem a migração e fixação em áreas mais remotas.
O presidente do CFM, José Hiran Gallo, ressaltou a necessidade de políticas públicas focadas na redistribuição de médicos pelo território nacional, a fim de minimizar as desigualdades regionais no acesso à saúde. Ele também destacou a importância de programas de formação de profissionais voltados para as necessidades específicas de cada região.
Em suma, o aumento no número de médicos no Brasil representa um avanço na área da saúde, porém, é fundamental que sejam implementadas medidas para garantir uma distribuição mais equitativa desses profissionais em todo o território nacional.