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STF publica edital de R$ 345 mil para monitorar redes sociais e senador critica ação como tentativa de intimidação







Artigo: Licitação do STF para monitoramento de redes sociais gera polêmica

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em seu pronunciamento realizado nesta quinta-feira (20). Segundo o parlamentar, a recente publicação de um edital de licitação, no valor de R$ 345 mil por ano, para a contratação de uma empresa especializada em monitoramento de redes sociais levanta questionamentos sobre a liberdade de expressão na internet. O objetivo, de acordo com Girão, seria evitar críticas e ataques direcionados aos ministros do STF, através do monitoramento constante de plataformas como Facebook, YouTube, Instagram, TikTok e LinkedIn.

Girão classificou a licitação como irregular e defendeu veementemente a sua revogação. Para o senador, o edital evidencia uma tentativa de controle das redes sociais e de intimidação da população, prejudicando a livre manifestação de opiniões e críticas. Ele ainda citou um exemplo polêmico envolvendo o ministro Dias Toffoli e o Inquérito das Fake News, iniciado em 2019, que resultou em medidas consideradas excessivas de censura.

O parlamentar também mencionou denúncias feitas por jornalistas estrangeiros, Michael Schellenberger e Glenn Greenwald, que apontaram o ministro Alexandre de Moraes como responsável por medidas de censura contra a antiga plataforma Twitter. Segundo as acusações, Moraes teria ordenado a remoção de conteúdos específicos e a exclusão de usuários da plataforma, em afronta à liberdade de expressão.

Diante dessas informações, a licitação promovida pelo STF para o monitoramento de redes sociais tornou-se alvo de críticas e desconfiança por parte de diversos setores da sociedade. O debate sobre a linha tênue entre a proteção da imagem institucional e a garantia da liberdade de expressão na internet tem sido intensificado, colocando em xeque a ação do Poder Judiciário no ambiente digital.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)


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