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Comissão especial é criada na Câmara para analisar PEC que criminaliza posse de drogas ilícitas, em meio à decisão do STF sobre maconha.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), tomou uma decisão importante nesta terça-feira (25) ao determinar a criação de uma comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45 de 2023, que propõe tornar crime a posse e o porte de qualquer quantidade de droga ilícita. A medida vem em meio à polêmica decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor da descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

A PEC em questão teve origem no Senado e já passou pela aprovação da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, ocorrida em 12 de junho. Caso seja aprovada na comissão especial, a proposta seguirá para discussão e votação no plenário da Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, publicou um ato oficial em uma edição extra do Diário da Câmara dos Deputados, estabelecendo que a comissão especial será composta por 34 membros titulares e mais 34 suplentes, os quais serão responsáveis por analisar e debater a proposta em detalhes.

Por sua vez, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se manifestou contrário à decisão do STF a favor da descriminalização do porte de maconha para uso pessoal. Segundo Pacheco, a decisão do Supremo interfere na competência técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e na competência legislativa do Congresso Nacional sobre o assunto, criando uma lacuna jurídica no Brasil.

Diante desse cenário, a discussão em torno da criminalização do porte de drogas ilícitas e da descriminalização do uso da maconha para fins pessoais promete ser acalorada e envolver diferentes posições e argumentos, alimentando o debate público e político sobre a questão no país.

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