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Caetano Veloso e sua intensa relação com o cinema: uma trajetória marcada por filmes, críticas e influências europeias.




Artigo sobre Caetano Veloso e o Cinema

Caetano Veloso e sua Relação com o Cinema

Caetano Veloso possui uma longa e intensa ligação com o cinema, como é evidenciado no livro “Cine Subaé”, uma antologia de escritos do compositor sobre filmes que influenciaram sua vida e obra. O volume, organizado por Claudio Leal e Rodrigo Sombra e editado pela Companhia das Letras, reúne artigos da juventude de Caetano, bem como fragmentos de conversas e depoimentos posteriores.

Na introdução do livro, os autores destacam a importância dos escritos de Caetano, que contestam a ideia de um abandono da crítica em sua trajetória. Desde os 18 aos 21 anos, o jovem cinéfilo de Santo Amaro da Purificação se dedicou à crítica cinematográfica, com destaque para suas experiências nos cinemas locais, como o São Francisco, onde viu filmes marcantes de Federico Fellini, que tiveram influência em sua adolescência.

Em resposta por email, Caetano menciona a forte influência do cinema europeu em sua formação. Ele destaca que suas canções mais populares falavam de figuras francesas e italianas, em contraste com as estrelas hollywoodianas. O poeta Augusto de Campos ressaltou a conexão formal de algumas músicas de Caetano com o cinema, aproximando sua obra do universo cinematográfico.

A relação de Caetano com o cinema se estende ao longo de sua carreira, culminando em sua incursão como diretor no filme “O Cinema Falado”, lançado em 1986. Além disso, o filme “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, foi um marco para o movimento tropicalista, sendo exaltado por Caetano em sua obra.

Sobre a evolução do cinema brasileiro, Caetano aponta a necessidade de equilibrar arte e concessões comerciais. Ele destaca a contribuição da canção popular brasileira nesse contexto, ressaltando as diferenças entre a produção musical e cinematográfica.

Em relação a filmes recentes, Caetano elogia “Maestro”, um filme americano que combina influências europeias. Ele também destaca a produção nacional, como o filme “Sem Coração”, que aborda questões complexas por meio de imagens vívidas.


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