DestaqueDiário do Rio

Estado do Rio treina profissionais de outros estados para transporte aéreo de órgãos e recém-nascidos, expandindo modelo de sucesso nacional.

O estado do Rio de Janeiro está se destacando como pioneiro no uso de helicópteros para o transporte de órgãos e recém-nascidos prematuros com suporte de UTI, tornando-se referência para outras regiões do Brasil. A Superintendência de Operações Aéreas (SOAer) tem treinado pilotos de outros estados desde agosto deste ano, visando implantar esse serviço em diferentes partes do país. Com três anos de operação, a equipe carioca já transportou 627 órgãos e 312 bebês, o que colocou o Rio na 3ª posição no ranking nacional de transplantes, um grande avanço em relação à 14ª posição anterior.

O piloto Ralf Kanitz, do Amazonas, é um dos profissionais que está passando por um treinamento intensivo no Rio. Com uma vasta experiência na Polícia Civil do Amazonas e como piloto de helicóptero, Kanitz enxergou a oportunidade de replicar o modelo de sucesso da SOAer em sua região de origem. Ele está sendo capacitado em uma parceria entre a SOAer e o Departamento Integrado de Operações Aéreas (DIOA) do Amazonas.

“Meus olhos brilharam ao ver os esforços dos pilotos do Rio em salvar vidas. A SOAer é uma referência nacional e estou determinado a implantar esse mesmo modelo no Amazonas, também com o intuito de salvar vidas”, ressaltou Ralf Kanitz.

Treinamento intensivo e resgates emblemáticos

O treinamento de Kanitz acontece de segunda a sábado na base da SOAer, na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro, e se estenderá até o dia 13 de setembro. Ele está aprendendo sobre práticas de voo, planejamento de ação, condições de navegação e preparação para transportar órgãos com agilidade, respeitando o tempo de isquemia máximo para cada tipo de transplante, que varia de quatro a 12 horas, dependendo do órgão.

Além do treinamento teórico, Kanitz também tem participado de resgates que marcaram sua formação. Um dos casos envolveu o transporte urgente de um bebê de dois meses, com problemas cardíacos, de Angra dos Reis para um hospital no Rio de Janeiro. Outro resgate importante foi o de uma criança com leucemia, que foi transferida de Campos dos Goytacazes para a capital. Ambos os resgates foram feitos em tempo recorde, salvando vidas que poderiam estar em risco se o trajeto fosse feito por ambulância, o que levaria cerca de seis horas.

“O treinamento dele envolve os procedimentos da aeronave, o transporte de órgãos e de bebês com necessidades especiais, em hospitais com maior suporte de vida. Durante o estágio, o piloto terá a oportunidade de entender como operamos para que possa levar esse modelo de ação para o Norte do país”, explicou o coronel Rogério Consendey Perlingeiro, responsável pela SOAer.

Expansão do modelo para outros estados

O modelo desenvolvido pela SOAer tem despertado o interesse de profissionais de todo o Brasil. No ano passado, a médica cirurgiã Lalluna Brandão, do serviço aeromédico de Recife, passou por um estágio na SOAer para compreender a logística de transporte de órgãos e bebês prematuros. Cidades como Recife ainda não possuem aeronaves exclusivas para esses serviços, como acontece no Rio de Janeiro.

Advertisement

Receba notícias no WhatsApp
entrar grupo whatsapp Superintendência de Operações Aéreas do RJ treina profissionais de outros estados para transporte de órgãos e recém-nascidos

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo