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Fraudes e pressões nas eleições presidenciais na Argélia geram polêmica e contestações dos candidatos da oposição.

Disputa eleitoral na Argélia gera controvérsias

O candidato Abdelmadjid Tebboune, apoiado pelos militares, estava enfrentando uma oposição nominal de Hassani Cherif, um islâmico moderado, e Aouchiche, um secularista moderado, ambos concorrendo com a bênção do poderoso establishment da Argélia.

Durante a campanha eleitoral, a equipe de Hassani Cherif alegou irregularidades no processo eleitoral. Eles afirmaram que os funcionários das seções eleitorais foram pressionados a inflar os resultados, além de apontarem falhas na entrega de registros de votos aos representantes dos candidatos e casos de votação em grupo por procuração.

O porta-voz de Hassani Cherif, Ahmed Sadok, declarou: “Isso é uma farsa”, ressaltando que seu candidato havia recebido mais votos do que os anunciados, mencionando contagens feitas pela própria campanha nas regiões.

No entanto, a Reuters não conseguiu verificar imediatamente essas contagens nem obter comentários das campanhas de Tebboune ou Aouchiche.

Por outro lado, o chefe da comissão eleitoral, Mohammed Charfi, ao anunciar os resultados, garantiu que o órgão trabalhou para garantir transparência e competição justa entre todos os candidatos.

A reeleição de Tebboune representaria a continuidade de um programa de governo que restabeleceu gastos sociais generosos com base no aumento das receitas de energia desde que assumiu o cargo em 2019, após um período de preços mais baixos do petróleo.

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