
Israel ordena evacuação de zona humanitária na Faixa de Gaza
O Exército de Israel emitiu uma ordem para que civis deixassem uma parte de uma zona humanitária localizada no sudoeste da Faixa de Gaza neste domingo (11). De acordo com as autoridades, a medida foi tomada devido à presença de uma central de comando do Hamas no local.
Cerca de dezenas de milhares de pessoas foram instruídas a se deslocarem para o oeste, em direção a Al-Mawasi, e para o norte, em direção a Deir Al-Balah, em um movimento que ocorreu um dia após um ataque de Tel Aviv a uma escola na Cidade de Gaza resultar em pelo menos 90 mortes, de acordo com as estimativas das autoridades palestinas associadas ao Hamas.
A ação provocou repúdio da comunidade internacional, incluindo dos Estados Unidos, um dos principais aliados de Israel. A Casa Branca afirmou estar ciente do uso de instalações civis pelo Hamas para operações, mas enfatizou a importância de Israel tomar medidas para proteger os civis.
A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, também se manifestou sobre o incidente, destacando a necessidade de um acordo para a troca de reféns e um cessar-fogo.
Famílias deslocadas relataram terem sido obrigadas a deixar o campo em Khan Yunis durante a noite, enquanto explosões aconteciam ao redor. Os habitantes de Gaza expressaram o sentimento de que não há locais verdadeiramente seguros no território e criticaram as constantes ordens de evacuação emitidas pelas forças israelenses.
A UNRWA estima que mais de 80% da população local tenha sido deslocada internamente desde o início do conflito, em outubro do ano passado. Tel Aviv já havia atacado áreas designadas como zonas humanitárias em ocasiões anteriores.
A situação se agrava com o aumento da violência na Cisjordânia ocupada, onde um civil israelense foi morto a tiros e outro ficou ferido. Desde o início do conflito entre Israel e Hamas, mais de 18 israelenses e 617 palestinos perderam a vida.
A ofensiva de Israel sobre Gaza foi desencadeada após um ataque do Hamas ao sul de Israel, há mais de dez meses, que resultou em mais de 1.200 mortes civis e centenas de reféns. Desde então, os ataques de Tel Aviv contra Gaza já causaram quase 40 mil mortes, de acordo com as autoridades palestinas.
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