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Governo venezuelano expulsa diplomatas de países que contestaram eleições presidenciais de Nicolás Maduro em meio a protestos

Após as eleições presidenciais na Venezuela que garantiram a reeleição de Nicolás Maduro, o governo venezuelano decidiu expulsar os representantes diplomáticos de Argentina, Chile, Costa Rica, Peru, Panamá, República Dominicana e Uruguai. Esses países contestaram o resultado das urnas, o que levou a um comunicado divulgado pelo governo venezuelano criticando as nações que não reconheceram a vitória de Maduro. O governo classificou as ações como atentado contra a soberania nacional e pronunciamentos intervencionistas.

Segundo o comunicado, a Venezuela irá tomar todas as medidas legais e políticas para preservar seu direito à autodeterminação, rejeitando as declarações de governos de direita subordinados aos Estados Unidos e comprometidos com ideologias fascistas. O governo afirmou que enfrentará qualquer ação que possa ameaçar a paz no país.

Internamente, Nicolás Maduro foi proclamado vitorioso pelo Conselho Nacional Eleitoral, garantindo mais um mandato de 2025 a 2030. Contudo, o resultado foi questionado pelo segundo colocado, Edmundo González. O Brasil, por sua vez, aguarda a publicação dos dados desagregados por mesa de votação para garantir a transparência e legitimidade do pleito.

Além dos países sul-americanos, Estados Unidos e União Europeia exigiram transparência no processo eleitoral, enquanto Rússia e China parabenizaram Maduro. Enquanto isso, manifestantes se reuniram nas ruas de cidades venezuelanas em protesto à reeleição de Maduro e exigindo a divulgação completa dos votos. Alguns protestos foram dispersados pelas forças de segurança.

O cenário político da Venezuela continua tumultuado após as eleições, com contestações internas e pressões externas por transparência e legitimidade no processo eleitoral. A decisão do governo venezuelano de expulsar os representantes diplomáticos de países que contestaram a vitória de Maduro demonstra a tensão existente no país e a falta de consenso tanto internamente quanto internacionalmente. A população venezuelana continua dividida e em confronto, enquanto o governo busca manter sua posição frente às pressões externas.

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