
Crise humanitária na Palestina
Desses, as Forças de Segurança de Israel mataram pelo menos 291 palestinos, colonos mataram oito e um palestino foi morto pelas Forças de Segurança de Israel ou por colonos.
Antes de 7 de outubro, 200 palestinos já haviam sido mortos na área em 2023 – o maior número em um período de dez meses desde que a ONU começou a manter registros em 2005.
Desde 7 de outubro, quando o Hamas promoveu um ataque que deixou mais de 1,2 mil mortos, as autoridades israelenses impuseram restrições severas e sistemáticas ao movimento dos palestinos na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.
De acordo com a ONU, elas fecharam “quase todas as entradas de vilarejos e cidades palestinas para o acesso de veículos e desconectou cidades e vilas palestinas das estradas principais, fechando portões de estradas e colocando montes de terra ou bloqueios de concreto nas estradas”.
O relatório descreveu um aumento acentuado nos ataques aéreos, bem como nas incursões de veículos blindados e escavadeiras enviadas a campos de refugiados e outras áreas densamente povoadas na Cisjordânia, resultando em mortes, ferimentos e danos extensos a objetos e infraestrutura civis. Essas incursões, que continuam a ocorrer, resultaram na morte de pelo menos 105 palestinos, entre eles 23 crianças.
Segundo a ONU, nos dias 19 e 20 de outubro, durante uma incursão de 30 horas no campo de refugiados de Nur Shams, em Tulkarem, as forças israelenses, usando armamento militar e meios de combate, mataram 14 palestinos, incluindo seis crianças, feriram pelo menos 20 outros e prenderam 10 palestinos.