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Projeto para criminalizar violência no parto contra mulheres é aprovado por comissão. Medida visa proteger os direitos das gestantes.

No dia 22/08/2023, a Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que criminaliza a violência obstétrica. A prática é definida como qualquer ato violento cometido por profissionais de saúde durante o atendimento à mulher durante a gravidez, o parto, o pós-parto e o puerpério. A proposta, que altera o Código Penal, estabelece uma pena de um a cinco anos de reclusão e multa para os infratores.

De acordo com a alteração proposta, a punição será aplicada quando o profissional de saúde colocar em risco a saúde ou a vida da gestante ou puérpera por negligência, imperícia ou violência física ou psíquica.

A relatora do projeto, deputada Clarissa Tércio (PP-PE), recomendou a aprovação do Projeto de Lei 2589/15, de autoria do deputado Pr. Marco Feliciano (PL-SP), além dos projetos apensados 190/23 e 2373/23, na forma de um substitutivo. Segundo a deputada, os três projetos são extremamente relevantes e a redação do texto deve ser capaz de abranger todas as formas de violência cometidas contra os membros da família durante os períodos de gravidez, parto e puerpério.

O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e, em seguida, pelo Plenário. Trata-se de um passo importante para a efetivação de medidas de proteção à saúde e à integridade das mulheres durante o processo de gestação e pós-parto.

A violência obstétrica é uma realidade alarmante e precisa ser combatida. Infelizmente, muitas mulheres são vítimas de abusos físicos e psicológicos por parte de profissionais de saúde neste delicado período de suas vidas. A aprovação deste projeto representa uma importante conquista para os direitos das mulheres e para a luta contra a violência de gênero.

Acompanhe as próximas etapas desta importante proposta que visa garantir o respeito à dignidade das mulheres e a proteção de suas vidas e saúde. Acesse o infográfico a seguir para obter mais informações sobre o tema.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Natalia Doederlein

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