
A Inclusão de Mulheres no Front de Batalha de Israel: Uma Nova Realidade
Na linha de frente do combate na Faixa de Gaza, a capitã Amit Busi lidera uma companhia de 83 soldados, sendo quase metade deles homens. Esta é uma das muitas unidades mistas de gênero que estão lutando em Gaza, marcando um ponto de virada na história militar de Israel desde a sua fundação em 1948. A capitã, de apenas 23 anos, já conquistou a admiração de seus subordinados, representantes de diferentes etnias e religiões, e garante que “o Exército precisa de nós, então estamos aqui”.
Estas mulheres, incluindo a Capitã Busi, atuam inclusive no resgate de soldados feridos e na busca por combatentes palestinos, armas e lançadores de foguetes. A presença feminina nas unidades de combate reforçou a imagem do Exército após os fracassos anteriores e recebeu grande atenção em meio ao alto número de mortes civis causadas pela guerra. No entanto, a integração das mulheres nas unidades de combate foi amplamente debatida em Israel, mas segundo o tenente-general Herzi Halevi, chefe do Estado-Maior do Exército, “a ação e luta falam mais alto do que as palavras”.
As soldadas femininas representam um símbolo de progresso e igualdade, amplamente suportadas pelo público secular, e já participaram ativamente do combate em Gaza. Até mesmo tripulações de tanques totalmente femininas, antes alvo de piadas sexistas, foram eficazes no repelimento dos infiltrados armados. A tenente-coronel Or Ben Yehuda, comandante do Caracal, um batalhão de infantaria de gênero misto, liderou uma batalha de 12 horas ao longo da fronteira de Gaza e foi peça fundamental no bloqueio do avanço do Hamas.
A presença das mulheres no Exército de Israel é um marco na luta pela igualdade de gênero e mostra que elas são capazes de contribuir para a segurança do país. A capitã Busi e outras soldadas que atuam na linha de frente estão escrevendo um novo capítulo na história militar de Israel, que coloca fim a anos de preconceitos e controvérsias.