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Ministério da Fazenda reduz projeção do PIB para 2023 e inflação para 2024

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou para baixo as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023. Segundo o Boletim Macrofiscal divulgado nesta terça-feira (21), a estimativa de crescimento do PIB foi reduzida de 3,2% para 3%. O principal motivo para essa revisão foi a expectativa de crescimento zero no terceiro trimestre, aliado a projeções menos otimistas para o setor de serviços.

Para 2024, a estimativa de crescimento econômico também foi reduzida, passando de 2,3% para 2,2%. No entanto, apesar dessas revisões para baixo, a perspectiva é de aceleração na atividade econômica no quarto trimestre, motivada pelo crescimento de alguns subsetores menos sensíveis ao ciclo econômico e pela manutenção do consumo das famílias, provocada pelo aumento da massa de renda real do trabalho e das melhores condições de acesso ao crédito.

No que diz respeito à inflação, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,85% para 4,66%. Essa estimativa está levemente abaixo da meta de inflação para o ano, definida em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Já para 2024, a estimativa avançou de 3,4% para 3,55%.

A Secretaria de Política Econômica também observou que o processo de desinflação ocorreu mais rapidamente do que o inicialmente projetado, levando a inflação para dentro do intervalo proposto pelo regime de metas monetárias já em 2023.

Além disso, o Boletim Macrofiscal destacou que a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) prevê uma variação de 4,04% para este ano, contra 4,36% previstos no boletim anterior, divulgado em setembro. Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu de deflação de 3% para deflação de 3,3% em 2023, levando em conta a forte queda no preço de alguns alimentos.

No médio prazo, a desaceleração econômica para 2024, de 2,3% para 2,2% de crescimento do PIB, foi atribuída principalmente ao cenário externo, com aumento das incertezas por conta de conflitos geopolíticos e riscos relacionados à desaceleração do crescimento chinês. Em relação ao cenário interno, o documento ressalta a desaceleração da agropecuária após o desempenho recorde deste ano.

Esses números do Boletim Macrofiscal são utilizados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado nesta quarta-feira (22), e podem impactar na execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e na previsão de gastos do governo. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo contingencia (bloqueia) alguns gastos não obrigatórios.

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