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Aumento da representação de sociedades protetoras de animais nas comissões de ética em pesquisa é aprovado pela comissão.

No dia 17/08/2023, a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4898/19, que tem como objetivo estabelecer um percentual mínimo de representantes das sociedades protetoras de animais em comissões de ética no uso de animais. Essas comissões são responsáveis por avaliar atividades de ensino e pesquisa que envolvem animais, verificando se estão de acordo com a legislação.

A proposta, de autoria do deputado Fred Costa (Patriota-MG), altera a Lei 11.794/08, que determina que as comissões sejam compostas por médicos veterinários, biólogos, docentes e pesquisadores da área específica, além de um representante de uma sociedade protetora de animais legalmente estabelecida no país.

De acordo com o texto aprovado, cada comissão terá um número definido de representantes de cada categoria, com a garantia de que as sociedades protetoras de animais ocupem pelo menos 1/4 do total de membros. Essa medida visa ampliar a representatividade das entidades que defendem os animais e suas causas.

O relator do projeto, deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), ressaltou a importância de garantir o bem-estar dos animais diante dos avanços científicos e tecnológicos. Para ele, é fundamental que a nossa espécie assuma a responsabilidade pela proteção das demais espécies e pelo equilíbrio dos ecossistemas.

A proposta ainda será analisada por outras comissões antes de ser votada em definitivo. As comissões designadas para analisar o projeto são a de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Vale ressaltar que, caso haja divergência entre as comissões ou se houver recurso assinado por 52 deputados, a matéria também poderá ser apreciada em Plenário.

Essa medida é um avanço importante para garantir que as sociedades protetoras de animais tenham voz e participação ativa nas decisões relacionadas ao uso de animais em atividades científicas e educacionais. Ao estabelecer um percentual mínimo de representantes dessas entidades, o projeto de lei contribui para ampliar a discussão e a preocupação com o bem-estar animal.

É necessário levar em consideração que as conquistas tecnológicas e científicas não podem silenciar o sofrimento dos animais. A responsabilidade pela proteção das demais espécies e pela preservação dos ecossistemas é fundamental para mantermos o equilíbrio e a sustentabilidade do nosso planeta.

Portanto, a aprovação desse projeto de lei pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados representa um grande avanço na proteção dos animais e na conscientização sobre a importância de suas vidas. A expectativa é que, ao garantir a participação das sociedades protetoras de animais nas comissões de ética, seja possível promover um olhar mais humano e responsável em relação ao uso de animais em atividades de ensino e pesquisa.

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