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Vereadora Luciana Novaes morre após ser vítima de bala perdida em 2003

Vereadora Luciana Novaes morre após ser vítima de bala perdida em 2003

28 de abril de 2026

Autores:

Douglas Correia - Repórter da Agência Brasil


Faleceu na última segunda-feira (27), no Rio de Janeiro, a vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos. Sua vida foi marcada por uma tragédia aos 19 anos, quando foi atingida por uma bala perdida enquanto cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido, em 2003. Após receber um diagnóstico que lhe conferia apenas 1% de chance de sobrevivência, Luciana superou adversidades, mas enfrentou a tetraplegia.

A causa da morte ainda não foi divulgada. Desde o final do ano passado, a vereadora enfrentava complicações de saúde, tendo sido internada em estado grave.

Após o incidente de 2003, Luciana transformou sua dor em força, adaptando-se a uma nova realidade e dedicando-se aos estudos. Formou-se em serviço social e completou uma pós-graduação em gestão governamental. Em 2016, foi eleita vereadora na Câmara Municipal do Rio, destacando-se por aprovar um elevado número de leis durante seu primeiro mandato.

No ápice da pandemia, em 2020, não conseguiu realizar campanhas nas ruas devido ao seu pertencimento ao grupo de risco, mas mesmo assim, obteve 16 mil votos e conquistou a primeira suplência. Em 2022, concorreu ao cargo de deputada federal, alcançando mais de 31 mil votos e obtendo a segunda suplência do PT no Rio de Janeiro. No ano seguinte, retornou à Câmara Municipal.

Legado

Com a ativação do protocolo de morte cerebral, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), expressou profundo pesar pela perda da vereadora, ressaltando como Luciana transformou sua dor em propósito e se tornou um símbolo de luta e resiliência.

Ao longo de sua trajetória, Luciana deixou um legado de quase 200 leis, sempre voltadas à inclusão e à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade.



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