
Tremor no Chile provoca terremoto sentido em São Paulo
Noite de quinta-feira (18), vários bairros da capital paulista foram sacudidos por um terremoto de magnitude 7,4, originado a 2.200 km do Chile. Outras 14 cidades paulistas também sentiram o fenômeno.
A viagem das vibrações dos terremotos é comparada ao efeito de jogar uma pedrinha em uma poça d’água, onde as ondas se propagam em círculos. Nesse caso, a quantidade de energia liberada foi equivalente à de 32 bombas atômicas de Hiroshima.
O terremoto ocorreu a 116 km de profundidade, no manto terrestre, e a onda de vibração percorreu a crosta a uma velocidade média de 7,5 km por segundo. Essa velocidade pode variar devido às irregularidades do percurso das ondas.
A origem do tremor foi na região de subducção, onde a placa de Nazca está subductando sob a placa Sul-Americana, liberando energia acumulada. O Brasil, apesar de estar localizado no centro de uma placa tectônica, não está imune a terremotos, como já ocorreu no passado.
Em São Paulo, os moradores de prédios mais altos sentiram mais o tremor devido à amplificação das vibrações nos edifícios. Algumas partes da cidade estão sobre bacias sedimentares, que facilitam a propagação das ondas, explicando por que alguns locais foram mais afetados que outros.
A Defesa Civil recomenda medidas de segurança durante os tremores, como se abrigar, proteger a cabeça e pescoço, e evitar o uso de elevadores. Após um terremoto, é recomendado usar escadas para evacuar o local e seguir as instruções de segurança.
Apesar das baixas chances de um terremoto como o do Chile atingir o Brasil, é importante estar preparado e seguir as orientações das autoridades em caso de fenômenos naturais. A prevenção e a educação são fundamentais para minimizar os impactos de eventos sísmicos na população.