Estudo aponta que homens negros têm quatro vezes mais chances de morrer por disparos de armas de fogo em comparação aos brancos

De acordo com o levantamento, em 2022, o número de homens negros vitimados por disparos de armas de fogo em locais públicos alcançou a marca de 10.764, enquanto apenas 2.406 homens brancos foram registrados nas mesmas circunstâncias. Esses números evidenciam as desigualdades estruturais persistentes em nossa sociedade, onde a população negra é frequentemente impactada de forma mais severa pela violência.
O pesquisador Rony Coelho ressaltou em entrevista à TV Brasil que a população negra enfrenta não apenas a violência letal, que resulta em óbito, mas também outras formas de violência que levam a mais internações do que entre a população branca. Essa realidade é ainda mais preocupante quando observamos os dados referentes às mulheres negras, que têm três vezes mais chances de morrer por agressões do que as mulheres brancas.
Os números são igualmente alarmantes quando analisamos a faixa etária dos jovens, com destaque para os negros de 18 a 24 anos, que se encontram entre as principais vítimas de violência. Os pesquisadores enfatizam a importância de garantir um acesso igualitário à educação, saúde, justiça social e segurança pública como medidas essenciais para reduzir a disparidade nos índices de violência entre negros e brancos.
Diante desse cenário preocupante, é fundamental que políticas públicas sejam implementadas com urgência para promover a igualdade e a proteção dos direitos da população negra no Brasil. A luta contra o racismo estrutural e a violência racial deve ser uma prioridade em busca de um país mais justo e inclusivo para todos os seus cidadãos.