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Debate na Comissão de Esporte sobre destinação de recursos da loteria federal para os eSports gera polêmica e apoio de entidades do setor.

Na última quarta-feira, a Comissão de Esporte (CEsp) foi palco de intensos debates em torno do Projeto de Lei 6.118/2023. Em pauta, a destinação de recursos da loteria federal para os esportes eletrônicos, popularmente conhecidos como eSports. Diversos representantes, incluindo membros da Confederação Brasileira de Games e eSports e da Confederação Brasileira de Desportos Eletrônicos, manifestaram apoio à proposta, enxergando nela uma oportunidade de fomentar e valorizar esse segmento em franca ascensão.
A opinião divergente, contudo, veio da senadora Leila Barros (PDT-DF), que criticou o projeto sob a ótica de que os jogos eletrônicos ainda carecem de reconhecimento por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI).

A discussão revelou um embate de ideias e perspectivas, evidenciando a complexidade e a relevância do tema em questão. Enquanto os defensores argumentaram que os eSports representam uma forma legítima de competição, capaz de mobilizar milhões de adeptos ao redor do mundo, a senadora Barros ressaltou a ausência de respaldo internacional, sobretudo no que tange à inserção dessas modalidades em eventos de grande porte, como as Olimpíadas.

A polarização de opiniões sinaliza a necessidade de um debate aprofundado e embasado sobre o status dos jogos eletrônicos no cenário esportivo global. Enquanto alguns enxergam nesse universo uma genuína expressão de habilidade e competitividade, outros ainda questionam sua legitimidade e adequação aos padrões tradicionais das práticas esportivas.

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