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Virologista alerta para possíveis danos neurológicos causados pela febre oropouche, doença que se espalha pelo Brasil.






Alerta sobre a febre oropouche no Brasil

O virologista Felipe Naveca, responsável pelo protocolo desenvolvido na Fiocruz Amazônia que está sendo usado em todo país para diagnosticar a febre oropouche, alerta que, se confirmados os danos neurológicos gerados pelo vírus, seria algo inédito.

Assim como ocorreu para a zika, é fundamental o papel da vigilância em saúde em levantar os casos suspeitos para que sejam ou não confirmados. O pior erro que podemos cometer é partir do pressuposto que não temos transmissão vertical ou óbitos, e por conta disso deixar de investigar esses eventos.
Felipe Naveca, virologista

A doença

A febre oropouche, causada por vírus de mesmo nome, tem se espalhado pelo país este ano e já tem transmissão confirmada em 16 estados. A doença é transmitida pelo inseto Culicoides paraensis, também conhecido como maruim, meruim ou mosquito-pólvora, dependendo da região.

Os sintomas são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Mosquito maruim, transmissor da febre oropouche
Mosquito maruim, transmissor da febre oropouche Imagem: Fiocruz

Segundo o Ministério da Saúde, até agora foram 7.044 casos confirmados no Brasil, com transmissão autóctone em 16 estados. Outros três estados estão com essa transmissão em investigação.


Este texto destaca a preocupação do virologista Felipe Naveca em relação à febre oropouche, uma doença transmitida por um mosquito específico e que tem se espalhado em diversas regiões do Brasil. Naveca alerta para a possibilidade de danos neurológicos gerados pelo vírus, o que seria algo inédito e preocupante.

Ele ressalta a importância da vigilância em saúde na identificação e confirmação de casos suspeitos, evitando assumir que não há transmissão vertical ou óbitos e, assim, garantindo a investigação adequada desses eventos. Assim como ocorreu com a zika, a atenção e a ação rápida são fundamentais para conter a propagação da doença.

A febre oropouche apresenta sintomas semelhantes aos da dengue e da chikungunya, como dor de cabeça, dores musculares, nas articulações, náusea e diarreia. A transmissão é feita pelo mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim, meruim ou mosquito-pólvora, variando de acordo com a região do país.

O Ministério da Saúde já confirmou mais de 7.000 casos da doença no Brasil, com transmissão autóctone em 16 estados e investigações em andamento em outras três unidades federativas. A preocupação com os possíveis danos neurológicos e a necessidade de uma vigilância eficaz são fundamentais para enfrentar esse desafio de saúde pública no país.

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