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Abelhas melíferas em enxame: como a escolha do ninho pode impactar sua sobrevivência e como podemos ajudá-las a proteger seu futuro

Um estudo recente sobre abelhas melíferas em enxameação revelou um comportamento surpreendente por trás de sua busca por ninhos adequados. Os pesquisadores descobriram que as abelhas enviam batedores para encontrar os melhores ninhos, seguindo uma lista de critérios específicos, como altura do solo, volume, tamanho da entrada e localização. Essas informações são então comunicadas aos demais batedores, que participam de um sistema de votação para selecionar o melhor ninho e mover todo o enxame para lá, às vezes percorrendo mais de um quilômetro.

Essa descoberta sugere que os ninhos ideais para as abelhas não são tão comuns quanto se imaginava, ainda mais levando em consideração que esse comportamento evolutivo existe há pelo menos 600.000 anos. As vantagens de sobrevivência oferecidas pelos melhores ninhos justificam o enorme investimento de energia feito pelas abelhas para encontrá-los.

No entanto, o futuro das abelhas melíferas está ameaçado por uma série de fatores, como doenças, predadores, parasitas e mudanças climáticas. Apesar disso, as pesquisas sobre essas pressões raramente levam em conta as preferências de ninho das abelhas moldadas pela evolução.

Um exemplo disso é uma pesquisa recente realizada pela Federação de Apicultores Irlandeses, que aborda as perdas de abelhas com apenas três perguntas de sim/não sobre colmeias, sem considerar os métodos elaborados utilizados pelas abelhas para escolher seus ninhos.

Diante disso, surge a reflexão: ao colocarmos as abelhas em caixas para nossa própria comodidade, estaremos impedindo-as de lidar com as pressões naturais e de escolher os melhores ninhos para sua sobrevivência? Será que a escolha criteriosa dos ninhos pelas abelhas pode nos fornecer estratégias para protegê-las de ameaças futuras?

Uma possível abordagem para responder a essas questões seria quantificar as propriedades físicas das colmeias de pesquisa feitas pelo homem, comparando-as com as preferências das abelhas e com o contexto evolutivo em que elas se desenvolveram. Isso permitiria atribuir uma pontuação cientificamente relevante para as colmeias, com base em sua capacidade de garantir a sobrevivência das abelhas a longo prazo. Além disso, essa abordagem poderia ajudar a determinar se as colmeias construídas pelo homem estão contribuindo para a preservação ou para o declínio das populações de abelhas.

Portanto, é essencial que futuras pesquisas levem em consideração as preferências de ninho das abelhas melíferas e busquem compreender como podemos colaborar para a proteção desses importantes polinizadores.

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