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Ações do Iphan protegem patrimônio arqueológico descoberto em novembro, revelando hábitos nômades de antigos caçadores-coletores na região da Caatinga



Em novembro passado, o Iphan realizou uma ação de educação arqueológica para proteger o patrimônio descoberto.

Para entender melhor o significado das representações das pinturas, diz, serão necessários estudos mais detalhados —o que leva alguns anos.

De uma forma geral, sabemos que são populações caçadoras-coletoras, que viviam em grupos pequenos e eram nômades. Elas se dispersavam pelo território em busca de recursos para sobrevivência.
Mônica Nogueira

Um detalhe importante é que, há séculos atrás, a região da Caatinga era mais úmida e, por isso, rios que hoje são intermitentes deveriam ter fluxo permanente.

As pinturas ajudam a provar isso. Um exemplo é o sítio da Pasta, em Manari, que fica ao lado de um riacho por onde a água corre apenas durante o inverno.

Todos esses sítios de pintura e gravuras rupestres são próximos a rios ou riachos, que naquela época tinham água o tempo todo. Como nômades, eles saíam em busca do curso dos rios.
Mônica Nogueira


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No mês de novembro do ano passado, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promoveu uma ação de educação arqueológica com o intuito de proteger o patrimônio descoberto. A iniciativa visou preservar as descobertas arqueológicas que têm grande relevância histórica e cultural.

Durante a ação, especialistas ressaltaram a importância de estudos mais detalhados para compreender o significado das representações das pinturas. Segundo eles, esse processo demanda alguns anos de análises aprofundadas. As pinturas em questão são de populações caçadoras-coletoras que viviam em grupos pequenos e eram nômades. Elas se dispersavam pelo território em busca de recursos para sobrevivência. A realização desses estudos permitirá uma compreensão mais abrangente e detalhada sobre esses povos antigos.

Um ponto crucial apontado pelos especialistas é a mudança no clima ao longo dos séculos. Foi destacado que a região da Caatinga, onde as pinturas foram encontradas, era mais úmida no passado. Por esse motivo, rios que atualmente são intermitentes, deveriam ter fluxo permanente. As pinturas rupestres encontradas ajudam a comprovar essa teoria. Por exemplo, o sítio da Pasta, localizado em Manari, está próximo de um riacho por onde a água corre apenas durante o inverno.

Segundo a pesquisadora Mônica Nogueira, todos os sítios de pintura e gravuras rupestres estão em proximidade de rios ou riachos que, na época em que foram feitas, tinham água o tempo todo. Isso sugere que, como nômades, esses povos antigos buscavam seguir o curso dos rios durante suas jornadas.

Essa descoberta traz novos elementos para compreender a história e o modo de vida desses povos ancestrais. A preservação e estudo dessas pinturas rupestres são essenciais para ampliarmos o conhecimento sobre as civilizações antigas que habitaram a região. A ação do Iphan e o trabalho dos especialistas representam um passo significativo na proteção desse patrimônio arqueológico e na valorização da história do Brasil.

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