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Professor de ginástica é preso por filmar alunas sem consentimento em academia e armazenar pornografia infantil

Pelo menos dez mulheres procuraram a delegacia de Alcântara, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, para denunciar um caso perturbador de violação de privacidade. O responsável por esse ato deplorável é um professor de ginástica que filmava suas alunas sem o consentimento delas em uma academia local.

O delegado Luís Maurício Armond, encarregado do caso, confirmou que já foram registradas denúncias de dez vítimas, mas acredita-se que esse número possa aumentar. O principal suspeito, identificado como Leonardo Azevedo da Costa, de 34 anos, foi preso em flagrante na última terça-feira (17) e, de acordo com a Polícia Civil, confessou o crime.

Essa revelação chocante trouxe à tona uma situação ainda mais preocupante. O delegado afirmou que durante a apreensão na casa do professor foram encontrados registros de pornografia infantil, evidenciando que ele também se envolvia em práticas criminosas relacionadas a menores de idade. Documentos, eletrônicos, computadores e telefones celulares foram retirados da residência do suspeito como parte das provas.

Investigações realizadas pela Polícia Civil revelaram que as vítimas foram alertadas de que imagens delas na academia estavam sendo compartilhadas em grupos de conteúdo erótico. Essa descoberta só aumenta a repugnância das ações do professor, que parecia transformar atividades esportivas em situações erotizadas, muitas vezes utilizando o material para obter benefícios financeiros.

O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê punições para crimes como esses. Leonardo será acusado pelo artigo 241-B, que abrange a aquisição, posse ou armazenamento de fotografias, vídeos ou outros registros com cenas de sexo explícito ou pornográficas envolvendo crianças ou adolescentes. A pena prevista é de um a quatro anos de prisão, além de multa.

A academia Total Box, onde o professor trabalhava e praticava suas ações criminosas, emitiu um comunicado informando que não compactua com nenhum tipo de assédio e salientou que Leonardo já não fazia mais parte do quadro de funcionários desde o dia 10 deste mês. A CNN está buscando contato com a defesa de Leonardo Azevedo da Costa para obter seu posicionamento sobre as acusações.

Esse caso é um alerta para a importância de promover ambientes seguros e livres de abuso em academias e em qualquer lugar onde a prática esportiva seja desenvolvida. É fundamental que as denúncias sejam encorajadas e investigadas, garantindo que os responsáveis por esses crimes sejam devidamente punidos. A privacidade e integridade das pessoas devem ser protegidas acima de tudo. Nenhuma forma de assédio deve ser tolerada.

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