
O Ministério Público (MP) da Venezuela convocou o candidato opositor Edmundo González pela terceira vez a prestar depoimento nesta sexta-feira (30) no âmbito de uma investigação aberta contra ele após as eleições presidenciais de 28 de julho. Ele não pretende comparecer, o que implicaria uma ordem de prisão.
González Urrutia, 75 anos, afirma que venceu as eleições e diz ter evidências para demonstrar sua alegação. O presidente Nicolás Maduro foi proclamado reeleito pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado de trabalhar a favor do chavismo.
A oposição publicou em um site cópias de mais de 80% das atas de votação, que mostram sua vitória, o que é o foco da convocação: “Usurpação de funções” e “falsificação de documento público” do CNE, crimes que em tese podem resultar na pena máxima de 30 anos de prisão.
Os desdobramentos dessa convocação têm gerado grande expectativa na Venezuela e no cenário internacional. A situação política no país sul-americano está cada vez mais tensa, com acusações de fraudes eleitorais e manipulação de resultados.
O candidato opositor, Edmundo González, tem se mantido firme em suas alegações de vitória e de que as eleições foram manipuladas em favor do atual presidente Maduro. Sua recusa em comparecer ao Ministério Público pode desencadear uma série de desdobramentos imprevisíveis.
Diante desse cenário conturbado, a população venezuelana aguarda ansiosa por uma resolução para a crise política que se arrasta há meses. Enquanto isso, a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos e a evolução dessa situação delicada.