Copom interrompe cortes e mantém juros básicos em 10,5% ao ano; ata reforça decisão, diz ministro da Fazenda

Haddad ressaltou que a ata sinaliza uma pausa no ciclo de cortes da Selic para uma avaliação dos cenários interno e externo da economia. De forma cautelosa, o documento mencionou que a política monetária permanecerá contracionista por um período necessário para consolidar o processo de desinflação e âncorar as expectativas em torno das metas estabelecidas. Embora não tenha mencionado diretamente a possibilidade de aumento dos juros, a ata destacou que eventual ajuste futuros na Selic serão pautados pelo compromisso de convergência da inflação à meta.
Mesmo que parte do mercado financeiro tenha interpretado a ata como uma abertura para possíveis elevações dos juros, Haddad enfatizou que o documento destaca a interrupção do ciclo de cortes, indicando a necessidade de novos dados econômicos para tomadas de decisão. O ministro também mencionou que nenhuma mudança nas metas de inflação para os anos seguintes é esperada por enquanto, apesar da pressão inflacionária de curto prazo causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) está agendando para esta quarta-feira (26) a decisão da meta de inflação para 2027, podendo revisar as metas de 2025 e 2026. Haddad ressaltou a importância de manter o foco no horizonte de médio e longo prazo do Banco Central, sem se deixar influenciar por eventos de curto prazo, como as enchentes no Rio Grande do Sul, na definição da política monetária.