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Inundações no Rio Grande do Sul afetam indústria automobilística; impactos ainda incertos, mas setor enfrenta desafios na produção.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, expressou preocupação em relação aos possíveis impactos no setor automobilístico devido às recentes inundações no estado do Rio Grande do Sul. Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (21), ele afirmou que ainda não é possível mensurar com precisão as consequências dessas enchentes nas empresas do setor.

De acordo com Leite, a dificuldade de acesso às empresas afetadas tem dificultado a avaliação dos danos causados pelas inundações. Ele ressaltou que, até o momento, não foram identificados problemas graves na produção automobilística decorrentes desses ocorridos. No entanto, a falta de informações detalhadas sobre a situação das empresas fornecedoras e dificuldades em obter um panorama abrangente dificultam a análise mais precisa da situação.

O presidente da Anfavea destacou que o estado do Rio Grande do Sul representa 7,5% do mercado nacional de veículos automotores e é responsável por cerca de 5% dos componentes adquiridos pelas fabricantes brasileiras. Nesse contexto, a Volkswagen já tomou medidas para lidar com os impactos das enchentes, concedendo férias coletivas a funcionários de algumas de suas fábricas devido à interrupção na produção de peças por parte de fornecedores gaúchos.

Além das preocupações com as consequências das inundações, Márcio de Lima Leite também ressaltou a importância da aprovação do Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) pelo Congresso Nacional. O programa, lançado por medida provisória no final de 2023, visa reduzir a emissão de carbono na frota nacional e prevê benefícios fiscais para veículos com inovações tecnológicas.

Diante do prazo próximo para a votação do Mover, o presidente da Anfavea demonstrou apreensão quanto a possíveis atrasos na aprovação do programa. A expectativa é que a medida seja votada até o final do mês para garantir sua validade. No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou que a votação do programa está prevista para acontecer ainda nesta semana, na quarta-feira (22).

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