Inundações no Rio Grande do Sul afetam indústria automobilística; impactos ainda incertos, mas setor enfrenta desafios na produção.

De acordo com Leite, a dificuldade de acesso às empresas afetadas tem dificultado a avaliação dos danos causados pelas inundações. Ele ressaltou que, até o momento, não foram identificados problemas graves na produção automobilística decorrentes desses ocorridos. No entanto, a falta de informações detalhadas sobre a situação das empresas fornecedoras e dificuldades em obter um panorama abrangente dificultam a análise mais precisa da situação.
O presidente da Anfavea destacou que o estado do Rio Grande do Sul representa 7,5% do mercado nacional de veículos automotores e é responsável por cerca de 5% dos componentes adquiridos pelas fabricantes brasileiras. Nesse contexto, a Volkswagen já tomou medidas para lidar com os impactos das enchentes, concedendo férias coletivas a funcionários de algumas de suas fábricas devido à interrupção na produção de peças por parte de fornecedores gaúchos.
Além das preocupações com as consequências das inundações, Márcio de Lima Leite também ressaltou a importância da aprovação do Programa de Mobilidade Verde e Inovação (Mover) pelo Congresso Nacional. O programa, lançado por medida provisória no final de 2023, visa reduzir a emissão de carbono na frota nacional e prevê benefícios fiscais para veículos com inovações tecnológicas.
Diante do prazo próximo para a votação do Mover, o presidente da Anfavea demonstrou apreensão quanto a possíveis atrasos na aprovação do programa. A expectativa é que a medida seja votada até o final do mês para garantir sua validade. No entanto, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, anunciou que a votação do programa está prevista para acontecer ainda nesta semana, na quarta-feira (22).