Mudança significativa: homens são maioria responsáveis por unidades domésticas no Brasil, mas mulheres se aproximam em número.

O total de unidades domésticas no país aumentou em 15 milhões, passando de 57 milhões em 2010 para 72 milhões 522 mil 372 em 2022. A média de moradores por unidade doméstica também diminuiu ao longo dos anos, passando de 3,7 pessoas em 2000 e 3,3 pessoas em 2010 para 2,8 pessoas em 2022.
Um dado interessante revelado pela pesquisa é que mais da metade das unidades domésticas é composta pelo responsável e pelo cônjuge ou companheiro de sexo diferente, representando 57,5% do total. Por outro lado, as unidades domésticas formadas por pessoas responsáveis em união homoafetiva cresceram significativamente, atingindo 0,54% do total, em comparação com 0,10% em 2010.
Além disso, a pesquisa mostrou que a proporção de pardos superou a de brancos entre os responsáveis pelas unidades domésticas pela primeira vez em 2022. Houve também uma mudança na estrutura familiar, com uma redução na proporção de unidades com responsável, cônjuge e filho dos dois e um aumento na proporção de casais sem filhos.
O crescimento das unidades domésticas unipessoais também foi destacado, com a presença de pessoas idosas se concentrando principalmente nesse tipo de arranjo familiar. O perfil das unidades domésticas varia de acordo com a região do país, com estados como o Rio de Janeiro apresentando maior proporção de unidades unipessoais e envelhecimento da população.
Em resumo, os dados do Censo Demográfico 2022 revelam mudanças significativas na composição e estrutura das unidades domésticas no Brasil, refletindo transformações sociais e demográficas no país.