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Política Nacional de Fronteiras visa maior integração com estados e municípios e cooperação internacional, com foco em segurança e desenvolvimento humano.

O governo federal anunciou a instituição da Política Nacional de Fronteiras (PNFron), com o objetivo de promover uma atuação mais ampla e integrada com estados e municípios, aproveitando iniciativas locais e buscando maior cooperação internacional. As diretrizes da PNFron estão baseadas em quatro eixos principais, que abrangem metas de segurança, integração regional, desenvolvimento sustentável e proteção dos direitos humanos.

Para articular e coordenar a implementação da política, foi criado um comitê composto por 32 representantes de órgãos do governo, responsáveis por estabelecer estratégias para toda a extensão territorial vizinha a dez países e à fronteira marítima. A PNFron foi debatida e elaborada por um Grupo de Trabalho Interministerial do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, com a participação de 18 órgãos do governo, e instituída por meio de decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União.

Entre as prioridades da Política Nacional de Fronteiras estão o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades sociais, com ênfase na proteção dos direitos humanos e territoriais das populações indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais presentes nas regiões fronteiriças.

Além disso, o decreto estabelece a criação do Comitê Nacional de Fronteiras, coordenado pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e composto por diferentes órgãos do governo, como a Casa Civil, ministérios, comandos das forças armadas e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Este comitê terá a função de orientar o governo sobre políticas nacionais e setoriais para a região, bem como elaborar a Estratégia Nacional de Fronteiras, alinhada com os objetivos da PNFron e focada nas peculiaridades das áreas de planejamento definidas.

A Política Nacional de Fronteiras também irá direcionar o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras, a Comissão Permanente para o Desenvolvimento e a Integração da Faixa de Fronteira, as Comissões Brasileiras Demarcadoras de Limites e o Comitê Federal de Assistência Emergencial, conforme previsto no decreto. Esta iniciativa visa fortalecer a segurança, a integração regional e o desenvolvimento sustentável nas regiões de fronteira do Brasil.

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