Monitor do PIB-FGV aponta recuo de 0,2% na atividade econômica em agosto, indica pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, a estagnação da indústria e a retração dos serviços foram os principais motivos para a queda na atividade econômica. Apenas a agropecuária apresentou evolução na comparação entre agosto e julho. No entanto, o desempenho das exportações foi impactado negativamente, especialmente pela diminuição das exportações de produtos agropecuários e da extrativa mineral, que tiveram uma queda de 2,5%.
Mesmo com o recuo nas exportações, o consumo das famílias teve um aumento significativo, com destaque para o setor de serviços. Além disso, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) apresentou avanço, principalmente no segmento de máquinas e equipamentos. As importações também registraram aumento em todos os tipos, sendo os bens intermediários os mais destacados nesse movimento de crescimento.
O Monitor do PIB-FGV estima que, em termos monetários, o PIB acumulado até julho atingiu R$ 7,570 trilhões. A taxa de investimento em agosto de 2024 foi de 18,1%, acima das taxas médias desde 2000 e 2015. Esse indicador mensal foi criado para fornecer uma referência da evolução do PIB brasileiro e utiliza a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE, incorporando cerca de 500 informações de volume e preço.
Portanto, os dados divulgados pelo Monitor do PIB-FGV apontam para um cenário de retração na atividade econômica em agosto, influenciada pelo desempenho negativo das exportações e pela estagnação de setores-chave da economia. Ainda assim, o consumo das famílias e a Formação Bruta de Capital Fixo apresentaram resultados positivos, o que pode indicar uma recuperação gradual da economia nos próximos meses.