Ibovespa mantém baixa por 11 dias, com cautela mundial, atingindo 116 mil pontos.

O Ibovespa oscilou entre os 116.033,15 e os 117.697,25 pontos, fechando o dia em baixa de 0,55% aos 116.171,42 pontos. Esse resultado reflete a falta de ganhos diários no mês de agosto, se tornando a primeira quinzena do mês sem nenhuma alta. O volume financeiro negociado atingiu R$ 26,6 bilhões.
No acumulado da semana, o Ibovespa registra uma queda de 1,60%, chegando a uma perda de 4,73% no mês. No ano, o índice apresenta um avanço de 5,87%. A aversão ao risco proveniente do exterior, com a retração do investidor estrangeiro, tem afetado a bolsa brasileira. As incertezas em relação à política monetária dos Estados Unidos também têm gerado ajustes nos mercados global e doméstico.
Os principais índices de Nova York fecharam em baixa nesta terça-feira, influenciando o desempenho do Ibovespa. As bolsas europeias também apresentaram resultados negativos. Na China, os dados de produção industrial, vendas do varejo e investimentos em ativos fixos abaixo do esperado elevaram os receios em relação à desaceleração econômica do país.
No Brasil, os investidores estão atentos às possíveis sequelas no relacionamento do governo com a Câmara dos Deputados, depois que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, questionou o poder excessivo da Casa em entrevista divulgada nesta segunda-feira. O dólar teve alta em relação ao real, se aproximando da marca de R$ 5, o que impactou negativamente as ações das companhias aéreas Gol e Azul.
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o reajuste nos combustíveis promovido pela Petrobras terá impacto na inflação. Ele estima que a alta dos preços dos combustíveis possa afetar o IPCA em 0,40 ponto percentual entre agosto e setembro. Campos Neto também destacou que o Brasil tem tido um “pouso suave” na inflação com pouco custo para o crescimento da economia.
A Ativa Investimentos avaliou o aumento dos preços do diesel e da gasolina como positivo, mas manteve a recomendação neutra para os papéis da Petrobras. O reajuste passará a valer a partir de quarta-feira nas refinarias da estatal.