
Condomínio discreto de ex-CEO da Americanas em Madri: entre a tranquilidade e a tensão da acusação de fraude
No bairro de Legazpi, na zona oeste de Madri, um condomínio dividido em cinco blocos se destaca pela fachada bege e pelo portão cinza, sem chamar muito a atenção dos transeuntes. No entanto, por trás dessa fachada discreta, reside Miguel Gutiérrez, ex-CEO da Americanas, que há mais de um ano trocou o Brasil pela Espanha, onde enfrenta acusações de fraude bilionária.
Miguel, possuindo dupla cidadania brasileira e espanhola, levava uma vida aparentemente tranquila na região, frequentando uma padaria local com regularidade. Segundo funcionários do estabelecimento, o ex-executivo era descrito como simpático, educado e reservado, pedindo croissants ‘a la plancha’ e café puro em suas visitas.
No entanto, a rotina pacata de Miguel foi interrompida quando ele foi detido e posteriormente liberado em dois dias, após a emissão de um mandado de prisão no Brasil e alerta da Interpol. Essa movimentação internacional gerou surpresa entre os moradores e comerciantes locais, que não reconheceram Miguel em outros estabelecimentos da região.
A tranquilidade de Legazpi, conhecida por ser um refúgio longe do centro movimentado de Madri, foi abalada pelo caso de Miguel, que trouxe à tona a presença discreta de um vizinho envolvido em uma operação policial internacional. A região, marcada por uma mistura de construções antigas e modernas, reflete um estilo de vida voltado para pessoas de alto poder aquisitivo, com imóveis custando milhões de euros.
Enquanto a vida cotidiana segue seu curso em Legazpi, a presença de Miguel Gutierrez trouxe um elemento de tensão e mistério, com o ex-CEO sendo reconhecido apenas na padaria da região, mantendo-se invisível aos olhos da imprensa e da comunidade local.