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Senadores criticam medida do Ministério da Fazenda para compensar desoneração da folha e pedem mais estudos sobre impacto no setor produtivo




Senadores pedem mais estudos sobre medida do Ministério da Fazenda

Senadores pedem mais estudos sobre medida do Ministério da Fazenda

No Senado, senadores demonstraram insatisfação com a medida apresentada pelo Ministério da Fazenda para compensar a desoneração da folha para empresas e municípios de até 156 mil habitantes. O debate ocorreu nesta quinta-feira (6) e levantou a necessidade de mais estudos sobre o impacto da proposta no setor produtivo.

Na última terça-feira (4), o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou uma medida provisória que restringe o uso de créditos tributários do PIS/Cofins, denominando-a como MP do equilíbrio fiscal. A expectativa de arrecadação em 2024 com essa medida é de R$ 29,2 bilhões.

O senador Efraim Filho (União Brasil-PB), autor do projeto de lei da desoneração e líder do partido no Senado, destacou que houve uma grande preocupação por parte do setor produtivo com a proposta e ressaltou a importância de buscar novas alternativas. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), solicitou um estudo sobre o impacto real da MP, enquanto o líder do governo, senador Jaques Wagner (PT-BA), comprometeu-se a dialogar com o Ministério da Fazenda.

Após a reunião de líderes, alguns senadores se manifestaram usando expressões como “dar com uma mão e tirar com a outra” para descrever a solução apresentada pelo governo. O senador Tereza Cristina (PP-MS) defendeu que é necessário buscar alternativas que não prejudiquem o setor produtivo e ressaltou a importância do diálogo com o governo para encontrar soluções.

A medida atua em duas frentes: restringindo o uso de créditos tributários de PIS/Cofins e limitando o crédito presumido desses impostos. Essas alterações têm potencial para aumentar a arrecadação em até R$ 17,5 bilhões neste ano.

A desoneração da folha das empresas foi implementada em 2011 e beneficia 17 setores da economia, incluindo o setor de comunicação, onde se encaixa o Grupo Folha. Já a desoneração para os municípios foi aprovada em 2023 e enfrentou resistências antes de ser mantida para 2024.


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