
Preocupação com rumos políticos em São Paulo
O clima político em São Paulo segue tenso e cheio de incertezas. Em meio a acusações envolvendo a empresa de ônibus Transwolff e o presidente da Câmara dos Vereadores, Milton Leite, o atual prefeito da cidade se pronunciou de forma enérgica.
Em declaração à imprensa, o prefeito afirmou: “Não vou deixar essa turma dessa gangue do PCC assumir a Prefeitura de São Paulo.” A referência ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país, levantou preocupações sobre possíveis ligações entre políticos e o crime organizado.
Quando questionado sobre os pagamentos da Transwolff à construtora de Milton Leite, o prefeito adotou um tom mais brando, elogiando a trajetória política do vereador: “Ele colocou as contas dele à disposição, é um político que está há mais de 20 anos como vereador, tem uma história na política, uma grande liderança aqui dessa cidade, o que é inegável.”
Mesmo diante da quebra de sigilo fiscal e bancário de Milton Leite pela Justiça, o prefeito optou por dar o benefício da dúvida: “Está sendo investigado. Se houver alguma comprovação, que ele pague. Se não houver, que a gente possa fazer a colocação de que houve a investigação e não foi provado”, afirmou.
A Transwolff, contratada pela prefeitura e acusada pelo Ministério Público de lavar dinheiro do tráfico de drogas para o PCC, está no centro de uma polêmica que coloca em xeque a integridade das relações entre poder público e empresas privadas na cidade de São Paulo.