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União Europeia preocupada com possível apoio de Ursula von der Leyen a ações que podem resultar em crimes de guerra

Nervosismo na União Europeia com a chegada de Ursula von der Leyen e o ultimato de Israel aos palestinos

O Financial Times reportou recentemente o “nervosismo” da União Europeia diante da situação na Palestina, especialmente no momento em que a alemã Ursula von der Leyen assume a presidência da Comissão Europeia. A preocupação da UE é que a nova líder pareça apoiar ações que possam resultar em vítimas civis em massa, que seriam rotuladas como crimes de guerra.

De acordo com autoridades da UE, existe o medo de que uma “limpeza étnica massiva” possa estar prestes a ocorrer, e acreditam que a União Europeia deveria ter se alinhado aos apelos do secretário-geral da ONU para que Israel respeite o direito humanitário internacional. O temor é de que a Europa seja prejudicada de alguma forma por seu envolvimento ou apoio ao conflito, particularmente em relação ao Sul Global, onde acredita-se que o preço a ser pago possa ser alto.

Enquanto isso, a resposta do presidente israelense sobre a questão do impacto do conflito sobre os civis palestinos gerou bastante repercussão. Questionado pela rede britânica ITV sobre o que Israel poderia fazer para aliviar esse impacto sobre os dois milhões de civis que não têm envolvimento com o Hamas, o presidente respondeu que toda a nação é responsável e que não é verdadeiro dizer que os civis não estão envolvidos ou não estão conscientes. De acordo com ele, eles poderiam ter se levantado e lutado contra o regime maligno que controla Gaza.

A questão foi levantada também pela CNN, que enfatizou que a punição coletiva de uma população civil equivale a um crime de guerra. A Sky News, por sua vez, perguntou a um ex-primeiro-ministro sobre os palestinos no hospital e bebês cujo suporte de vida estaria sendo desligado por conta dos cortes de energia promovidos pelos israelenses. A resposta foi uma reação indignada, com o ex-primeiro-ministro afirmando que estavam lutando contra nazistas.

Essa situação delicada e tensa na Palestina tem gerado discussões e críticas ao redor do mundo. Enquanto a União Europeia manifesta preocupação e teme as consequências do conflito, diferentes redes de notícias enfatizam a necessidade de respeito às leis humanitárias e alertam para os perigos da punição coletiva da população civil. O desfecho dessa crise continua incerto, mas é claro que as tensões aumentam a cada dia, com a comunidade internacional observando atentamente o desdobramento dos eventos.

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