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Promotoria de Justiça abre inquérito para investigar vereador por abuso de autoridade contra padre Julio Lancellotti.




Investigação de possível abuso de autoridade por vereador contra padre gera polêmica em São Paulo

Investigação de possível abuso de autoridade por vereador contra padre gera polêmica em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar a eventual prática do crime de abuso de autoridade pelo vereador Rubinho Nunes (União) contra o padre Julio Lancellotti.

A investigação foi requerida pela 4ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, que está vinculada ao Ministério Público de São Paulo.

“Entendo que a narrativa apresentada deve ser mais bem esclarecida para apurar possível conduta com repercussão criminal”, afirmou o promotor Paulo Henrique Castex.

O vereador é o autor da proposta de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que mira o pároco. Ao propor a investigação no início deste ano, Rubinho afirmou que o objetivo era apurar a conduta de ONGs que atuam na região da cracolândia, no centro da capital paulista.

Após acordo com líderes partidários, no entanto, o parlamentar mudou o escopo do requerimento e passou a mirar, de forma direta, o religioso.

A notícia de fato foi apresentada pelo Instituto Padre Ticão, que sustenta que a CPI foi aberta para investigar o pároco ainda que não houvesse qualquer indício de conduta criminosa.

Para a organização social, Rubinho se valeu da condição de vereador para fazer denúncias sabidamente caluniosas contra o padre junto à Arquidiocese de São Paulo e ao Vaticano, com o intuito de prejudicar o pároco e de acusá-lo de crimes sexuais.

O inquérito contra o vereador do União Brasil é conduzido no 1º Distrito Policial da Sé, e sua abertura foi assinada pela delegada de polícia Ana Paula Monteiro Pinto. O Instituto Padre Ticão atua no caso de forma independente e não representa o padre Julio Lancellotti.

Procurado pela coluna, Rubinho Nunes diz que a investigação é uma tentativa de intimidação, que a organização social e o Ministério Público deveriam se preocupar em investigar o pároco, não seu denunciante, e que estudará uma representação criminal contra o Instituto Padre Ticão.


SOBRE TELA

O fotógrafo Frâncio de Holanda recebeu convidados na abertura da exposição “Fotografia e Arte”, realizada na galeria paulistana f 2.8, fundada por ele, na semana passada. A artista têxtil Patricia Checchia Alves esteve lá. A artista plástica Manuela Camargo também compareceu.

com BIANKA VIEIRA, KARINA MATIAS e MANOELLA SMITH

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