Conflito no Oriente Médio: 45 Milhões em Risco de Fome Extrema, Alerta da ONU
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, confirmou que o conflito no Oriente Médio, especialmente no Irã, pode levar 45 milhões de pessoas à fome extrema. A escassez de fertilizantes e a queda acentuada nas colheitas estão entre os principais fatores que agravarão esta crise, conforme divulgado nesta quinta-feira (30 de abril de 2026).
Guterres enfatizou que, caso as hostilidades se prolonguem até meados do ano, 32 milhões de indivíduos poderão ultrapassar a linha da pobreza. "A crise no Oriente Médio já dura três meses. Embora haja um cessar-fogo frágil, as consequências se intensificam a cada dia", afirmou o secretário-geral durante coletiva de imprensa.
As falhas graves provocadas pelas hostilidades no Golfo Pérsico devem persistir até o final do ano. Guterres também alertou que o mundo está começando a sentir os efeitos de uma recessão global, que pode ter um impacto devastador sobre a população e a economia, particularmente nos países em desenvolvimento, que já enfrentam enormes dívidas.
"O impacto mais significativo será sentido nos países em desenvolvimento, onde a capacidade de enfrentar a crise está paralisada. Isso resultará em uma significativa perda de empregos e agravará a pobreza e a fome nessas regiões", acrescentou.
O secretário-geral insistiu na importância da restauração do direito à navegação no estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito. De acordo com Guterres, a abertura física do estreito deve ser acompanhada por garantias de navegação segura e previsível.
Atualmente, a navegação na área está quase paralisada, afetando cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural. Guterres concluiu sua declaração pedindo às partes envolvidas que "restaurem imediatamente a liberdade de navegação", permitindo que a economia global se restabeleça.
