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Receitas de leilões de energia só poderão entrar em 2016, diz presidente da CMO

Receitas de leilões de energia só poderão entrar em 2016, diz presidente da CMO

25 de novembro de 2015

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Rose de Freitas informou que não recebeu garantias de que as receitas das concessões comecem a entrar em dezembro (Foto: Gustavo Lima/CD)
Rose de Freitas informou que não recebeu garantias de que as receitas das concessões comecem a entrar em dezembro (Foto: Gustavo Lima/CD)

Com arrecadação prevista de R$ 17 bilhões, os leilões de renovação da concessão de usinas hidrelétricas realizados hoje (25) poderão render recursos para o governo somente no próximo ano, informou há pouco a presidenta da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela se reuniu por mais de duas horas com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e disse que não recebeu garantias de que as receitas das concessões comecem a entrar em dezembro.

Inicialmente, o governo previa arrecadar R$ 11 bilhões com os leilões das hidrelétricas em 2015 e R$ 6 bilhões em 2016. “A gente fez a pergunta para o ministro [Levy]. São R$ 11 bilhões que ele citou que vão entrar, mas só para o ano que vem”, afirmou a senadora.

De acordo com Rose de Freitas, o governo precisará encontrar uma alternativa para os R$ 30 bilhões que deveriam entrar nos cofres federais por meio da repatriação de recursos mantidos legalmente no exterior.

Ela disse que a aprovação da proposta de partilhar o montante com os estados e municípios reduziu a estimativa de receitas para a União no próximo ano. “A repatriação, do jeito que foi votada, retirou recursos que contabilizávamos como receita”, disse a senadora.

Por causa da prisão do líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), a CMO adiou para amanhã (26), às 10h30, a votação do relatório de receitas do Orçamento de 2016. A votação estava marcada para hoje. Segundo Rose de Freitas, as turbulências políticas estão interferindo no cronograma de votações. “Existe uma crise política. A única coisa concreta é que o ajuste fiscal está embananado”, declarou.

Também presente à reunião, o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), representante do partido na CMO, disse que a oposição propôs a Levy um cronograma para a CMO aprovar o relatório final do Orçamento de 2016 até 16 de dezembro, dando tempo para o Congresso votar o texto antes do fim do ano.

Domingos Sávio acrescentou que qualquer proposta com credibilidade precisa excluir a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), estimada em R$ 24 bilhões para o próximo ano.

“A CPMF está sendo votada por meio de uma proposta de emenda à Constituição que ainda nem tem relator e levará muito tempo para ser votada. Um Orçamento com credibilidade não deve contar com essa fonte de receita para o próximo ano”, concluiu o deputado.

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