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Pesquisa do CGEE Revela Perspectivas para o Brasil até 2040

Pesquisa do CGEE Revela Perspectivas para o Brasil até 2040

28 de abril de 2026

Autores:

Revista Brasil Mineral


CGEE Atualiza Estudo sobre Terras Raras no Brasil

No dia 22 de abril, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) promoveu um workshop focado na atualização de seu estudo prospectivo sobre terras raras no Brasil, com projeções até 2040. O evento foi inaugurado pelo diretor-presidente do CGEE, Anderson Gomes, juntamente com os diretores Connie McManus e Geraldo Nunes. A reunião evidenciou a importância da instituição como um elo de articulação para o conhecimento estratégico em ciência, tecnologia e inovação, reunindo pesquisadores, especialistas e representantes de instituições fundamentais para discutir os desafios e oportunidades nesse setor.

O programa incluiu uma palestra proferida pelo professor Silvio Meira, do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar) e da TDS Company, ambas referências em inovação no Brasil. Meira discutiu aspectos estratégicos que devem ser considerados na nova versão do estudo. Entre os participantes estavam Osório Coelho Guimarães Neto, diretor do Departamento de Programas de Inovação (Depin) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), além de membros da equipe do ministério, e representantes da Escola Superior de Guerra (ESG) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Este workshop representa um novo ciclo de atualização em um tema que é objeto de atenção do CGEE desde 2013, quando foi publicado o estudo “Usos e aplicações de terras raras no Brasil: 2012–2030”, o qual buscou estruturar uma agenda para o desenvolvimento dessas cadeias produtivas.

Mais de dez anos depois, as terras raras voltam a ganhar destaque na pauta pública em um cenário de reconfiguração geopolítica e transição energética global. Esses elementos são vitais para tecnologias em setores como energia renovável, mobilidade elétrica, saúde e defesa. O workshop teve o objetivo de atualizar diagnósticos e revisar estratégias para fortalecer a autonomia tecnológica brasileira, tratando de questões complexas da cadeia produtiva, incluindo mineração, refino e desenvolvimento de aplicações industriais.

Entre os temas discutidos, estiveram o panorama global e suas repercussões para o Brasil, as principais prioridades nacionais, e o desenvolvimento de um novo roadmap estratégico para o período de 2026 a 2040. Especialistas sugeriram diretrizes para a produção de ímãs permanentes, ligas metálicas e outros materiais críticos, além de discutir a economia circular e a sustentabilidade no uso desses recursos.

Anderson Gomes ressaltou a pluralidade de participantes como um indicador do compromisso do CGEE em conectar competências científicas e institucionais. "Esse esforço de articulação não é pontual, mas é uma continuidade da missão histórica do CGEE de unir produção científica e decisões públicas. Ao reunir esses atores, fortalecemos a base de evidências para orientar políticas mais eficazes", afirmou Gomes, que também se comprometeu a entregar os resultados ao MCTI e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma nota técnica da Academia Brasileira de Ciências (ABC), publicada em dezembro de 2025, evidenciou que o Brasil possui cerca de 23% das reservas globais de terras raras, mas ainda enfrenta desafios em processos de maior valor agregado, como refino e fabricação. A atualização deste estudo é, portanto, uma etapa crítica para alinhar políticas nos setores mineral, industrial, energético e de defesa, dado o crescente interesse global por recursos essenciais.

A proposta do CGEE reafirma seu papel como um espaço de construção coletiva para o desenvolvimento nacional em ciência, tecnologia e inovação. O estudo anterior pode ser acessado aqui.



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