EUA Consideram Intervenção Militar em Cuba Após Fracasso de Sanções
O governo do presidente Donald Trump está reavaliando a estratégia em relação a Cuba, cogitando uma intervenção militar após a ineficácia das sanções econômicas e do bloqueio de combustível. A informação foi divulgada pelo jornal Politico, que cita fontes da administração americana.
Inicialmente, a crença era de que a liderança cubana, considerada fraca, poderia ser pressionada por uma combinação de sanções mais rigorosas, um embargo de petróleo e ganhos militares dos EUA na Venezuela e no Irã. Contudo, os recentes desenvolvimentos mostram que tanto o Irã quanto Cuba apresentaram uma resistência surpreendente. "Os cubanos estão se mostrando muito mais resilientes do que o esperado", afirmou uma fonte ao veículo.
Seguindo essa nova dinâmica, o Pentágono está estudando diversos cenários militares, que variam de ataques aéreos visando a pressão sobre Havana a uma possível intervenção terrestre em larga escala com o objetivo de promover uma mudança de regime na ilha. Além disso, o Comando Sul dos EUA iniciou um planejamento operacional focado em uma ação militar contra Cuba.
Na última quinta-feira, o diretor da CIA, John Ratcliffe, liderou uma delegação que visitou Havana e se reuniu com representantes do Ministério do Interior cubano. A mídia norte-americana também noticiou que assessores próximos a Trump discutem a possibilidade de sequestrar o ex-líder Raúl Castro, prática semelhante à utilizada na Venezuela.
Em janeiro, o presidente Trump havia assinado uma ordem executiva que impôs tarifas sobre importações de países que fornecem petróleo a Cuba e declarou estado de emergência, alegando que a atuação cubana representava uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Essa política intensificou a crise de combustível na ilha, afetando setores estratégicos como energia, transporte, saúde e agricultura. Para mitigar a situação, Cuba tem recebido doações de petróleo da Rússia e México, além de assistência humanitária do Brasil e Colômbia.
A situação em Cuba é volátil e continua a ser monitorada de perto, tanto pelo governo cubano quanto pela administração americana.
