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Estudo da Serasa Revela que Norte e Nordeste São as Regiões com Maior Comprometimento da Renda no Orçamento Familiar

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Estudo da Serasa Revela que Norte e Nordeste São as Regiões com Maior Comprometimento da Renda no Orçamento Familiar

21 de abril de 2026

Autores:

Paloma Custódio


A pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras varia significativamente de acordo com a localização geográfica. Um levantamento da Serasa Experian aponta que, em 2025, os habitantes da Região Norte comprometerão, em média, 80,5% de sua renda com despesas financeiras gerais — englobando dívidas, contas essenciais e outras obrigações.

O Nordeste aparece em seguida, com 78% do orçamento destinado a essas despesas, enquanto o Centro-Oeste registra 74,7%. Em contraste, as regiões Sudeste e Sul apresentam os índices mais baixos, com 72,7% e 71,9% respectivamente, indicando um respiro financeiro relativamente maior para as famílias dessas áreas.

Essa disparidade se deve, em grande parte, ao nível de renda média regional. O Sudeste, por exemplo, destaca-se com uma renda média de R$ 4.448, seguido pelo Sul com R$ 4.308, e o Centro-Oeste com R$ 4.296. No extremo oposto, o Norte tem uma renda média de R$ 3.018, enquanto o Nordeste, com apenas R$ 2.821, apresenta a menor média do país. A diferença entre a maior e a menor renda média regional atinge R$ 1.627.

Na prática, isso se traduz em que os moradores de regiões com renda média inferior precisam destinar uma fatia maior do orçamento ao pagamento de dívidas, o que limita suas possibilidades de consumo, poupança e reservas para imprevistos.

A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, enfatiza o impacto dessa restrição orçamentária. “Com tão pouca renda disponível após cobrir despesas financeiras, as famílias enfrentam dificuldades em lidar com imprevistos, planejar aquisições maiores ou acessar crédito em condições vantajosas”, ressalta.

Pressão Persistente Ao Longo dos Anos

A série histórica indica que o comprometimento da renda das famílias brasileiras permanece elevado desde 2022:

  • Norte: de 81,9% para 80,5%
  • Nordeste: de 79,4% para 78,0%
  • Centro-Oeste: de 75,3% para 74,7%
  • Sudeste: de 73,4% para 72,7%
  • Sul: de 73,2% para 71,9%

Embora a renda média do consumidor tenha crescido em todas as regiões ao longo desse período, o aumento não foi uniforme:

  • Sudeste: de R$ 4.227 para R$ 4.448 (+5,23%)
  • Sul: de R$ 4.075 para R$ 4.308 (+5,72%)
  • Centro-Oeste: de R$ 4.096 para R$ 4.296 (+4,88%)
  • Norte: de R$ 3.007 para R$ 3.018 (+0,37%)
  • Nordeste: de R$ 2.766 para R$ 2.821 (+1,99%)

De acordo com o vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian, Eduardo Mônaco, o crescimento desigual da renda e o elevado nível de comprometimento financeiro refletem desafios estruturais que ainda afetam uma parcela significativa da população brasileira. “Esse cenário demanda modelos de crédito mais precisos e responsáveis, fundamentados em inteligência de dados, que possam apoiar decisões alinhadas à realidade financeira de cada região”, afirma.

O estudo foi elaborado com base na nova versão 5.0 da Solução Renda da Serasa Experian, que reúne dados sobre renda média, fontes de renda dos consumidores e níveis de comprometimento com despesas financeiras gerais.



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