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Diretor da Justiça Eleitoral no Peru renuncia após denúncias de irregularidades nas eleições

Diretor da Justiça Eleitoral no Peru renuncia após denúncias de irregularidades nas eleições

21 de abril de 2026

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Chefia Eleitoral do Peru Enfrenta Crise e Renuncia em Meio a Críticas

O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru, Piero Corvetto, apresentou sua renúncia nesta terça-feira, 21 de abril de 2026, em um cenário marcado por sérias críticas relacionadas a irregularidades nas eleições gerais e atrasos na divulgação dos resultados. Em uma carta encaminhada à Junta Nacional de Justiça (JNJ), Corvetto solicitou que sua saída fosse aceita com urgência.

O ex-dirigente enfatizou que sua demissão visa garantir a confiabilidade no processo eleitoral, especialmente em relação ao segundo turno presidencial. “Considero necessário e inadiável renunciar à responsabilidade que me foi atribuída, no interesse de que se organize e realize o segundo turno da eleição presidencial em um contexto de maior confiança cidadã no ONPE”, disse.

Os problemas enfrentados pela ONPE, que incluem falhas logísticas na distribuição de material eleitoral em Lima e atrasos na abertura de seções eleitorais, foram classificados por Corvetto como de natureza técnica e operacional. Ele se colocou à disposição das autoridades para esclarecer quaisquer irregularidades identificadas.

A renúncia de Corvetto acontece horas antes de seu depoimento ao Ministério Público, que investiga as suspeitas de interferência no direito ao voto durante as eleições. Esses pleitos já enfrentaram atrasos na apuração que se prolongam por quase uma semana, gerando desconforto e incerteza entre os eleitores. A Junta Nacional Eleitoral descreveu os problemas como técnicos, enquanto a missão de observação da União Europeia apontou "sérias deficiências" no processo, embora não tenha encontrado evidências de fraude.

A expectativa em relação aos resultados ainda é incerta. Yessica Clavijo, secretária-geral do organismo eleitoral, afirmou que os dados das eleições presidenciais devem ser conhecidos apenas "por volta de meados de maio", crucial para a definição do segundo turno. O atraso, segundo Clavijo, é resultado da revisão das atas contestadas por jurados eleitorais em todo o país.

Enquanto isso, as autoridades continuam a trabalhar para esclarecer quais candidatos estarão na disputa da próxima fase eleitoral, reforçando seu compromisso com a transparência na análise dos votos.



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