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Datafolha Revela: STF Registra sua Pior Avaliação em Meio a Conflitos Internos e Pressões do Caso Master

Datafolha Revela: STF Registra sua Pior Avaliação em Meio a Conflitos Internos e Pressões do Caso Master

18 de maio de 2026

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STF Registra Sua Pior Avaliação Histórica em Pesquisa Datafolha

Em meio a um clima de racha interno e desgaste público, o Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou a mais baixa avaliação em sua história, segundo recentes dados do Datafolha. A pesquisa revela que 40% dos brasileiros consideram o desempenho dos ministros como ruim ou péssimo, enquanto 34% o classificam como regular e apenas 22% como bom ou ótimo. Esses números permanecem estáveis em comparação à pesquisa anterior, realizada em março.

A crise de imagem da corte é exacerbada pelo chamado caso Master, que envolveu os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Toffoli foi forçado a se afastar da relatoria do inquérito após a revelação de negócios questionáveis envolvendo sua família e fundos associados a um banco. Moraes, por sua vez, enfrentou críticas após vazar mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, preso durante a operação Compliance Zero, além de um contrato milionário do escritório de sua esposa com o mesmo banco.

O atual cenário remete a períodos anteriores de significativa rejeição ao STF, como em 2019 e 2023, mas agora destaca uma divisão interna mais explícita. De um lado, posicionam-se Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin; do outro, Edson Fachin e Cármen Lúcia. Esse último grupo pressiona Fachin, atual presidente, a adotar uma postura defensiva em relação a seus colegas e a abordar pautas relevantes, como a limitação de penduricalhos salariais.

A polarização se reflete também nas intenções eleitorais dos brasileiros. Entre os eleitores de Lula, 40% avaliam o STF de forma positiva, enquanto apenas 16% têm uma opinião negativa. Em contrapartida, entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro, 64% consideram o desempenho da corte como ruim ou péssimo. Esse contexto alimenta ainda mais a ideia entre os bolsonaristas de buscar a eleição de senadores que facilitem um eventual impeachment de ministros.

Os dados da pesquisa também revelam disparidades na avaliação do STF por gênero, escolaridade e nível de renda. Entre homens, 45% expressam desapreço pela corte, em contraste com 36% das mulheres. A reprovação aumenta conforme se eleva o nível de escolaridade — passando de 34% entre aqueles sem educação formal a 48% entre os graduados — e atinge 63% entre os cidadãos que ganham mais de dez salários mínimos.

Essa situação crítica exige uma atenção redobrada, principalmente à luz da função do STF nas questões políticas e sociais do país, indicando que a legitimidade e a credibilidade da corte estão em jogo.



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