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Câmara aprova política nacional de minerais críticos em meio à expectativa do encontro Lula-Trump

Câmara aprova política nacional de minerais críticos em meio à expectativa do encontro Lula-Trump

6 de maio de 2026

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Título: Aprovação da Política Nacional de Minerais Críticos pela Câmara ocorre antes de Encontro Lula-Trump

Em um momento crucial, a Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (6) o projeto de lei que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, às vésperas da visita de Estado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos. Esse encontro com o presidente Donald Trump, marcado por temas que incluem a exploração de recursos minerais, reflete o crescente interesse do país norte-americano em estabelecer laços mais profundos com o Brasil nesse setor.

O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), apresentou seu parecer em 4 de maio, destacando a soberania nacional como um dos pilares do texto. A nova política permitirá que o governo federal, através do Conselho Especial de Minerais Críticos, tenha o direito de veto sobre projetos relacionados à exploração de terras raras.

Entretanto, o projeto não contempla a criação de uma estatal para o setor, como solicitado em outras propostas de parlamentares, como os deputados Pedro Uczai (PT-SC) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que defendiam a implementação da empresa "TerraBrás" e um sistema de partilha semelhante ao do pré-sal para a exploração mineral. A decisão de não impor uma participação mínima de empresas brasileiras também gerou debates acalorados entre os membros da base governista, que buscaram emendas de última hora para proteger o conteúdo nacional na produção.

De acordo com o relatório, as empresas, inclusive as estrangeiras, terão a obrigação de investir, no mínimo, 0,3% de sua receita operacional bruta em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Além disso, um novo Fundo Garantidor da Atividade Mineral será criado, destinado a aumentar a segurança dos empreendimentos do setor, com um aporte mínimo de 0,2% da receita bruta das empresas.

A política também introduz incentivos fiscais, oferecendo créditos tributários para empresas que investirem em setores de alta tecnologia, como baterias e sistemas de armazenamento de energia. Entre os defensores da proposta, destaca-se o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que classificou as terras raras como uma questão de interesse global, afirmando que a nova legislação posicionado o Brasil em um patamar competitivo no cenário internacional.

As próximas etapas desta política estarão diretamente ligadas à receptividade e às negociações que ocorrerão durante a visita de Lula a Washington, onde a exploração sustentável destes recursos será um dos focos principais da discussão com Trump. Com essas movimentações, o Brasil se prepara para atrair investimentos internacionais, sem estar vinculado a nenhuma nação específica, respondendo assim aos desafios que o cenário global apresenta.



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