Ativista brasileiro denuncia espancamento após interceptação de flotilha por forças israelenses
O ativista brasileiro Thiago Ávila fez uma grave denúncia de brutalidade durante a interceptação da Flotilha Global Sumud, que tinha como finalidade levar ajuda humanitária a Gaza. Ávila alegou ter sido espancado e mantido em isolamento pelas forças israelenses assim que a embarcação foi capturada em águas internacionais, conforme relatou Miriam Azem, da ONG Adalah. O ativista afirmou ter desmaiado duas vezes devido à violência dos ataques.
A Flotilha Global Sumud, composta por mais de 50 embarcações de diferentes países europeus, tentava romper o bloqueio imposto por Israel a Gaza. A interceptação ocorreu na última quinta-feira (30), próxima à Grécia. Além de Ávila, outro ativista, o espanhol Saif Abu Keshek, também foi detido, relatando ter sido mantido vendado e amarrado em posição submissa.
As autoridades israelenses confirmaram a detenção de 175 ativistas, porém, apenas Ávila e Abu Keshek foram trazidos para interrogatório em solo israelense. Alega-se que os dois teriam vínculos com a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior, uma entidade que Israel relaciona a atividades do grupo Hamas.
A Espanha já expressou sua condenação à detenção de seu nacional, rebatendo as acusações levantadas por Israel. Os organizadores da flotilha argumentaram que a interceptação ocorreu a mais de mil quilômetros da costa de Gaza, qualificando-a como uma "armadilha mortal planejada". Ademais, houve relatos sobre a destruição de equipamentos das embarcações.
O episódio reacende debates internacionais sobre as táticas de Israel em operações marítimas e o tratamento dado a ativistas que tentam desafiar o bloqueio a Gaza. Organizações de direitos humanos estão exigindo investigações independentes.
